Sábado, 18/04/26

Mais de mil municípios integram nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades

Mais de mil municípios integram nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades
Mais de mil municípios integram nova etapa da Estratégia Alimenta – Reprodução

Mais de mil municípios brasileiros passaram a integrar uma nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O anúncio ocorreu durante um webinário de boas-vindas realizado nesta sexta-feira (17), que marcou o início do ciclo Alimenta Cidades +1000 e apresentou diretrizes, ferramentas e experiências implementadas no país.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS), a estratégia chega a essa fase com a publicação da Portaria nº 1.178. A ampliação valoriza a atuação da gestão local, reconhecendo os territórios como ponto de partida para respostas efetivas na garantia do direito à alimentação adequada. Com a adesão, os municípios contam com apoio técnico e instrumentos para planejar e executar ações nessa área.

Entre os exemplos destacados no webinário, está o de Caxias do Sul (RS), que aderiu à estratégia no primeiro edital, em 2024. Cristina Fabian, à frente da implementação local, relatou avanços, especialmente durante as enchentes no Rio Grande do Sul. “Durante as enchentes, as cozinhas solidárias tiveram papel fundamental. A experiência mostrou que precisamos fortalecer essas iniciativas, e foi a partir disso que estruturamos o primeiro fórum de cozinhas solidárias do estado”, explicou.

A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, enfatizou que o Brasil já demonstrou ser possível construir sistemas alimentares justos, saudáveis e sustentáveis. “Agora, o desafio é ampliar essa transformação, cidade por cidade, para termos um sistema de segurança alimentar vivo e presente em todos os territórios”, afirmou.

Patrícia Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do MDS, destacou a importância de identificar vazios de acesso à alimentação e organizar respostas estruturadas, especialmente em áreas vulneráveis. “Muitas famílias vivem em territórios onde a comida saudável não chega ou chega com baixa qualidade e alto custo. É necessário organizar a ação pública para garantir que alimentos adequados cheguem a quem mais precisa”, disse.

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, ressaltou o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), ao qual cerca de 70% dos municípios já aderiram. A estrutura promove articulação entre União, estados, municípios e sociedade civil, fomentando intersetorialidade, participação social e melhores resultados. “Integrar as ações do Governo Federal com os municípios é fundamental para avançarmos”, afirmou.

João Marcelo Intini, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), elogiou o Brasil como referência no combate à fome na América Latina e Caribe. “O Brasil, outra vez saindo do mapa da fome, é um grande motor de inspiração e serve como referência de compromisso com o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas no campo e na cidade”, declarou.

T LB

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