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O objetivo central do movimento é retirar o atual primeiro-ministro do poder após o impasse eleitoral verificado no país na última terça-feira.
Centenas de pessoas protestaram no último sábado, 31 de outubro, em Israel, para exigir que a oposição forme uma coalizão com partidos árabes.
Entenda o caso
- Onde e quando: Manifestações ocorreram em Tel Aviv e Jerusalém no dia 31 de outubro, após eleições parlamentares inconclusivas.
- Principais informações: A oposição busca maioria parlamentar para alternância de poder, mas enfrenta divergências sobre a inclusão de partidos árabes na coalizão.
- Medidas anunciadas: O presidente de Israel deve iniciar as tratativas para a formação de um novo governo na próxima quinta-feira, 5 de novembro.
- Próximos desdobramentos: Caso as tentativas de formar uma coalizão fracassem, o país corre o risco de realizar novas eleições no início do próximo ano.
Nenhum bloco político alcançou a maioria necessária no Parlamento, que possui 120 cadeiras. Enquanto os partidos de maioria judaica contrários à atual gestão somam 48 assentos, as legendas árabes conquistaram 19 cadeiras. Uma união entre esses grupos totalizaria 67 parlamentares, garantindo a maioria necessária para governar.
Contudo, a viabilidade dessa aliança enfrenta resistência interna. O líder da oposição, um ex-chefe militar de perfil centrista, impôs condições para a formação de um governo, incluindo o compromisso com o reconhecimento de Israel como um Estado judeu, democrático e liberal, além da classificação de grupos específicos como organizações terroristas. Tais exigências foram historicamente rejeitadas por lideranças árabes.
Paralelamente, apoiadores do atual primeiro-ministro também realizaram atos, manifestando oposição a qualquer aproximação com os partidos árabes. A expectativa é que o presidente de Israel inicie, na próxima quinta-feira, 5 de novembro, as consultas para definir quem será encarregado de tentar formar o novo governo.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








