A justiça da República Dominicana condenou 29 pessoas, entre elas vários militares e policias de alta patente, por desvios de recursos públicos durante o governo do ex-presidente Danilo Medina, informou o Ministério Público nesta terça-feira (16).
Antes de chegar ao poder há seis anos, o presidente Luis Abinader tinha prometido lançar uma cruzada contra a corrupção, denunciada durante o governo de Medina (2012-2020), seu antecessor.
Os militares e policiais foram condenados por encabeçarem uma rede integrada por cerca de 30 pessoas e 18 empresas que desviou o equivalente em recursos públicos a US$ 76 milhões (R$ 385,8 milhões, na cotação atual), segundo o MP.
Os desvios abrangeram recursos do Corpo de Segurança Presidencial (Cusep), o Corpo Especializado de Segurança Turística (Cestur) e o Conselho Nacional para a Infância e a Adolescência (Conani).
“Neste caso, o tribunal condenou 29 pessoas, evidentemente esta é uma sentença exemplar”, disse Wilson Camacho, diretor de Perseguição do Ministério Público, em um comunicado divulgado ao final de uma audiência iniciada na segunda-feira.
Eram acusados de fraude contra o Estado, falsificação de documentos públicos e lavagem de ativos provenientes de atos de corrupção, entre outros crimes.
As penas pronunciadas aos 29 sentenciados variam de três a 20 anos de prisão.
Entre os altos oficiais condenados estão os generais Adán Benoni Cáceres Silvestre e Juan Carlos Torres Robiou, assim como o coronel Rafael Núñez de Aza. O tribunal os sentenciou a 20 anos de reclusão e o pagamento de 400 salários mínimos (aproximadamente 345.000 reais), informou o MP.
Outro militar, o general Julio Camilo De los Santos Viola, também foi condenado a 15 anos de prisão.
Em agosto de 2025, Juan Alexis Medina Sánchez, irmão do ex-presidente Medina, foi condenado a sete anos de prisão por atos de corrupção durante os mandatos do político.








