Sexta-feira, 15/05/26

Ministro Luiz Marinho defende redução da jornada para 40 horas semanais

Ministro Luiz Marinho defende redução da jornada para 40 horas semanais
Ministro Luiz Marinho defende redução da jornada para 40 horas – Reprodução

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, a aprovação da PEC 221/2019, que estabelece a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. A declaração ocorreu durante audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que debate a proposta nos estados, visando o fim da escala 6×1 no Brasil.

Marinho enfatizou que a PEC deve definir a redução da jornada, deixando o restante para negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores, respeitando as especificidades de cada setor. Segundo ele, a adoção da escala 5×2 trará mais produtividade, redução do absenteísmo e melhoria no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais. A maioria dos países já não utilizam mais a jornada de 44 horas”, afirmou o ministro.

Sobre a compensação pedida por setores produtivos, que demandam desonerações, Marinho ressaltou que isso não ocorrerá. “O fim da escala 6×1 será compensado pelo ganho no ambiente do trabalho, pela melhoria da qualidade e da produtividade. Ao reduzir a jornada, se elimina o absenteísmo, evita acidentes e doenças”, explicou.

As audiências da Comissão Especial continuam por todo o mês de maio, com a votação do relatório prevista para o dia 26. Ao fim da audiência em São Paulo, o ministro prestigiou o encontro nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que ocorre até o dia 16 de maio e reúne sindicalistas para debater temas como negociação coletiva, desafios dos sindicatos, inteligência artificial, LGPD e a norma da NR-1.

Aos participantes, Marinho destacou a importância da pressão da classe trabalhadora para aprovar medidas como a redução de jornada, o fim da escala 6×1 e a regulamentação de trabalhadores por aplicativos. Ele lembrou o impacto da reforma trabalhista anterior e defendeu que conquistas dependem de mobilização. “Há um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres e da juventude, que quer ter mais tempo para a família, cuidar dos filhos. Muitas empresas estão com dificuldade de preencher as vagas quando se fala que a escala é 6×1”, disse. Algumas empresas que anteciparam a redução para 5×2 relataram zerar faltas e melhorar a produtividade, segundo o ministro.

T LB

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