Sábado, 18/04/26

Monitoramento eletrônico prende 12 agressores por violar medidas protetivas no DF

Monitoramento eletrônico prende 12 agressores por violar medidas protetivas no DF
Monitoramento eletrônico prende 12 agressores por violar medidas protetivas no – Reprodução

O Distrito Federal mantém atualmente 183 pessoas monitoradas por meio do Dispositivo Móvel de Pessoas Protegidas (DMPP), uma ferramenta usada no combate à violência doméstica. Desse total, 81 são agressores e 102 são vítimas. Coordenado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o sistema permite o acompanhamento em tempo real e já resultou na prisão de 12 agressores este ano por descumprimento de medidas protetivas.

Lançado em março de 2021, o programa já monitorou cerca de 4 mil pessoas no DF. Ele se destaca pela prevenção de novos episódios de violência, com respostas rápidas e controle sobre o cumprimento de decisões judiciais. Em casos de violação, se o agressor entrar em áreas de restrição e não se afastar, a Polícia Militar é acionada imediatamente, com tempo médio de 8 a 12 minutos entre o alerta e a prisão.

Além da proteção tecnológica, as vítimas recebem apoio psicossocial e jurídico pela Secretaria da Mulher (SMDF). A recomendação é que mulheres em situação de violência busquem atendimento imediato, registrem a ocorrência e solicitem medidas protetivas para acessar a rede de apoio.

De acordo com a diretora de Monitoramento de Pessoas Protegidas da SSP-DF, Andrea Boanova, nenhuma vítima monitorada até o momento teve sua integridade física violada, o que demonstra 100% de eficácia do programa. O DMPP conta com cerca de 800 dispositivos móveis e 400 tornozeleiras eletrônicas, atendendo demandas do Judiciário e abrangendo agressores de diversos perfis sociais.

O programa funciona por decisão judicial, após registro da ocorrência e aceite da vítima. O monitoramento ocorre no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), 24 horas por dia, integrando o programa Viva Flor em parceria com a Polícia Militar e o Tribunal de Justiça do DF e Territórios. Utiliza georreferenciamento para alertas sonoros e vibratórios em caso de aproximação, mobilizando a PMDF para prisão em flagrante, conforme a Lei Maria da Penha.

A duração inicial é de 90 dias, prorrogável até 180 dias. Ao final, vítimas podem ser encaminhadas a outros mecanismos de proteção. Denúncias de violação podem ser feitas pelo 190 ou Ligue 180.

Com informações da Agência Brasília

T LB

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