Sexta-feira, 15/05/26

MPDFT realiza escuta protetiva em escola do Paranoá para proteger crianças

MPDFT realiza escuta protetiva em escola do Paranoá para proteger crianças
MPDFT realiza escuta protetiva em escola do Paranoá para proteger – Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, nesta terça-feira, 25 de março, uma etapa do projeto Escuta Protetiva na Escola Classe Café Sem Troco, localizada no Paranoá. A iniciativa visa fortalecer a rede de proteção infantojuvenil por meio de diálogo direto com a equipe pedagógica da instituição.

Participaram da visita as promotoras de justiça Maria Cristina Viana e Ana Maria Elizabeth Fonseca, o promotor Milton de Carlos Junior, das Promotorias do Paranoá; a promotora Sofia Schlosser, das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente; e a promotora Giselle Trevizo, representando o Núcleo de Enfrentamento à Violência e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Nevesca). A comitiva incluiu ainda os assessores Débora Oliveira e Jeórginys Rocha.

Durante o encontro, o MPDFT colheu demandas urgentes apresentadas pela equipe escolar, relacionadas à segurança e ao processo de aprendizagem. Como encaminhamento, a instituição assumiu o compromisso de avaliar essas questões e dar continuidade às ações de capacitação, consolidando a escola como um território de proteção efetiva e direitos garantidos.

O evento também teve caráter formativo, com orientações sobre a identificação de sinais de risco, incluindo situações de violência doméstica, negligência e abandono moral. Foram detalhados os fluxos de encaminhamento institucional, como o acionamento do Conselho Tutelar e de outros órgãos da rede de proteção, além da importância do registro formal e da documentação de ocorrências para intervenções assertivas.

O projeto Escuta Protetiva na Escola foca na escuta ativa do ambiente escolar e na criação de canais para identificar precocemente situações de vulnerabilidade. A proposta inclui o aprimoramento dos fluxos de atendimento e o encaminhamento adequado de casos envolvendo estudantes em risco, garantindo acolhimento humanizado e técnico. Em regiões com maior vulnerabilidade social, como a área rural do Paranoá, a iniciativa busca aproximar os órgãos de proteção da realidade das escolas e oferecer suporte aos profissionais de educação.

T LB

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