Segunda-feira, 28/09/26

MPF pede liberdade de Wilker Leão com fiança de R$ 20 mil

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MPF pede liberdade de Wilker Leão com fiança de R$ – Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal a liberdade provisória do candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo), preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) no domingo (27), após uma ação de pintura não autorizada no Instituto de Artes (IdA) da Universidade de Brasília (UnB). O órgão propôs fiança de R$ 20 mil para o candidato e de R$ 10 mil para o videomaker Anderson Nigro Rodrigues Alves Ramos, que também foi detido.

Segundo a manifestação do MPF, Wilker afirmou ter contratado cerca de 15 pessoas, pelo valor de R$ 150 cada, além de ter comprado tintas e rolos para cobrir manifestações registradas nas paredes do IdA. Ele também levou um profissional para registrar e editar imagens da ação.

Em depoimento, Anderson Nigro negou ter participado da pintura ou manuseado os materiais. Segundo o MPF, a fiança menor para o videomaker considera a renda declarada e a participação atribuída a ele no episódio.

O Ministério Público também sugeriu que os dois cumpram medidas cautelares caso sejam soltos. Entre elas estão a apresentação de endereço, telefone e e-mail atualizados à Justiça em até 72 horas, a comunicação prévia de mudança de endereço ou de afastamento de Brasília por mais de 30 dias e o comparecimento perante as autoridades sempre que solicitado.

O MPF ainda se manifestou contra a conversão das prisões em flagrante em prisão preventiva. Segundo a manifestação, o crime atribuído aos investigados tem pena máxima de três anos, abaixo do limite de quatro anos previsto para a decretação da prisão preventiva nessa hipótese. O órgão também considerou que os dois são primários e possuem identificação civil comprovada.

Outra medida solicitada é o acesso aos dados da câmera utilizada pelo videomaker e dos celulares apreendidos durante a ocorrência, para auxiliar na apuração dos fatos.

A Justiça Federal ainda precisa analisar o pedido. O caso tramita na 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal. Até a decisão judicial, Wilker Leão permanece preso.

T LB

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