Sábado, 27/06/26

Mulher que fingia ser criança em Joinville (SC) fará exame de sanidade mental nesta sexta (26)

foto menina 12 anos (1)
Mulher que fingia ser criança em Joinville (SC) fará exame – Reprodução

A mulher de 38 anos que fingia ser uma criança e se tornou alvo de um processo na Justiça Estadual de Santa Catarina fará exame de sanidade mental nesta sexta-feira (26). Amanda Maria Souza de Oliveira está presa desde 2 de junho em Joinville (SC). O Ministério Público a acusa de estelionato e falsa identidade.

A realização do exame atende a um pedido da defesa e deve apontar a capacidade da investigada de responder pelos próprios atos. O exame será feito por um psiquiatra forense.

“Eu vou aguardar esse laudo do perito forense e aí, se necessário, vamos contratar algum perito particular”, disse nesta sexta a advogada Sarita Henrique de Paiva, responsável pela defesa da Amanda.

O exame foi solicitado ainda na audiência de custódia pelo primeiro defensor de Amanda, Rafael Luiz Siewert, que atuou na ocasião como advogado dativo (convocado na ausência de um defensor público).

O resultado do exame deve influenciar nos desdobramentos da ação penal, já que ele apontará se Amanda é imputável, inimputável ou semi-imputável. Inimputável é aquela pessoa que, em razão de algum problema psiquiátrico, não é capaz de entender o caráter ilícito dos seus atos. Neste caso, ela faria tratamento em um hospital psiquiátrico e não ficaria em presídio, em uma eventual condenação.

Embora a ação penal que gerou a prisão trate apenas do caso em Joinville, Amanda é suspeita de fingir ser uma criança para aplicar golpes em ao menos outros seis estados, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

Sobre o caso de Joinville, o Ministério Público catarinense afirma que Amanda teria criado uma identidade fictícia, simulando ser uma criança, para que fosse acolhida pelas vítimas, “que passaram a custear integralmente sua subsistência, incluindo moradia, alimentação, transporte, comemoração de aniversário e até medicamentos de alto custo para emagrecimento”.

A promotora de Justiça Viviane Soares, responsável pelo caso, também disse que Amanda narrava às vítimas que havia sofrido maus-tratos por parte da sua família de origem.

Ainda segundo a denúncia, para dar credibilidade à história, ela teria adotado “comportamentos compatíveis com a identidade fictícia, como fala infantilizada, uso de objetos típicos da infância e simulação de crises emocionais”.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *