Sábado, 09/05/26

Mutirão de espirometria realiza 365 exames no Hran para avaliar saúde pulmonar

Mutirão de espirometria realiza 365 exames no Hran para avaliar saúde pulmonar
Mutirão de espirometria realiza 365 exames no Hran para avaliar – Reprodução

Entre 4 e 8 de maio de 2026, 365 pacientes passaram por exames de espirometria no Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em uma força-tarefa organizada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para reduzir as filas de espera.

O exame, conhecido como prova de função pulmonar, avalia a capacidade respiratória e é essencial para o diagnóstico de doenças como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras enfermidades. Com o resultado, pacientes podem ser encaminhados para programas de reabilitação pulmonar ou outros tratamentos.

O pneumologista Paulo Feitosa, do Hran, destacou que a unidade é referência em patologias pulmonares específicas no Nordeste e Centro-Oeste, funcionando em cooperação com serviços como o Ambulatório do Sono. Essa iniciativa foi realizada também no ano passado, visando agilizar o atendimento.

Durante o procedimento, o paciente enche o peito de ar e sopra forte e rápido por seis segundos em um tubo conectado a um sistema computadorizado. Após 20 minutos e o uso de um broncodilatador, o sopro é repetido para avaliar mudanças. Todo o processo é orientado por um técnico habilitado e analisado por pneumologistas.

Pacientes atendidos relataram a importância do mutirão. A chefe de cozinha Rayane Campeche, que tem asma desde criança e aguarda cirurgia bariátrica, elogiou a solicitude da equipe: “Estou na fila para fazer a cirurgia bariátrica também, então me colocaram para fazer esse exame de investigação pneumonológica. Eu tenho asma desde criança, mas agora eu quero cuidar melhor da minha saúde”.

A aposentada Doralice Samara, de 80 anos, fumante diagnosticada com DPOC e enfisema, acompanhada da família, considerou o momento oportuno: “Como foi constatada a DPOC, um enfisema, o médico pediu esse exame para avaliar a minha situação, para ele poder trocar o medicamento”. Ela superou a dificuldade do teste com orgulho: “Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos! Teve gente mais nova que eu que não deu conta”.

T LB

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