Desenvolvido ao longo de mais de uma década, a um custo superior a 4 bilhões de dólares (cerca de 20 bilhões de reais), o telescópio recebeu o nome em homenagem a uma das maiores astrônomas dos Estados Unidos, Nancy Grace Roman, apelidada de “mãe do Hubble”, em referência a outro telescópio icônico da Nasa.
Mais de 35 anos após a entrada em operação desse último instrumento ? que nos revelou, entre outras coisas, que nosso universo está se expandindo mais rapidamente do que imaginávamos ?, o telescópio espacial Roman assumirá a tarefa de responder às questões que ainda permanecem sem solução.
Com seu amplo campo de visão, mais de 100 vezes maior do que o do Hubble, ele varrerá vastas regiões do céu a partir de um ponto de observação privilegiado, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Graças a essa lente grande angular, a Nasa espera “descobrir dezenas de milhares de novos planetas” ou até mesmo “milhares de supernovas”, explica Nicky Fox, chefe de atividades científicas da agência.
Mas o Roman também tem como objetivo estudar o invisível: a matéria e a energia escuras, cujas origens permanecem desconhecidas, mas que, acredita-se, constituem 95% do nosso universo.








