Terça-feira, 22/09/26

Nota baixa no Ideb, nomeação de concursados e críticas a Celina Leão dominam debate do Sinpro 

Nota baixa no Ideb, nomeação de concursados e críticas a Celina Leão dominam debate do Sinpro 
Nota baixa no Ideb, nomeação de concursados e críticas a – Reprodução

O debate promovido pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) nesta segunda (21) recebeu seis candidatos ao Governo do Distrito Federal na sede da entidade. Com perguntas feitas pela diretoria do Sinpro e entre os postulantes ao Buriti, a única ausência do evento ficou por conta da governadora Celina Leão (PP), que também faltou ao debate da Record e que busca a reeleição. O desempenho do DF no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também foi um dos principais alvos nas falas dos candidatos. 

Na prova de 2025 do Ideb – cujos resultados foram divulgados neste ano -, a depender de alguns filtros, o Distrito Federal ficou em último entre todas as 27 unidades federadas do país. José Roberto Arruda (PSD), por exemplo, bateu no desempenho distrital no exame e, como de costume, relembrou o que considera como pontos positivos da sua experiência à frente do Palácio do Buriti. 

Leandro Grass considera o atual momento como “o pior do Distrito Federal”, muito em função do que chamou de “descaso” e pela forma que o atual governo, segundo ele, trata a área educacional. Ricardo Cappelli teceu críticas à gestão de Agnelo Queiroz (PT, entre 2011 e 2015) 

A primeira crítica a Celina partiu de Paula Belmonte (PSDB), que saudou Samara Mineiro (UP), a única mulher no debate fora ela própria, e criticou a atuação de “mulheres omissas” na política do Distrito Federal – em referência à ausência da governadora Celina Leão no evento do Sindicato dos Professores. Paula preferiu bater na tecla das escolas integrais. “O governo fala que a fila das creches está zerada e nós sabemos que é mentira”, disparou. Em resposta a Samara, a tucana ainda fez questão de atrelar Celina a Ibaneis Rocha (MDB), antecessor e cabeça de chapa da atual governadora em 2022. 

Contratos temporários

Uma das principais reivindicações da categoria não ficou de fora do debate. Os candidatos foram questionados sobre a contratação de servidores temporários em detrimento de servidores devidamente concursados. Kiko Caputo (Novo) criticou a política. “A questão dos temporários é indigna”, discursou. “Virou política de Estado pelo simples fato de ser, teoricamente, mais econômica. Vamos fazer concursos periódicos e eu vou nomear todos os aprovados”, disse, com referência ao último concurso para professores, realizado em 2022. 

Os candidatos continuaram com os questionamentos acerca do financiamento educacional na capital. Arruda voltou a criticar a principal adversária. “A ausência da Celina neste debate mostra o desprezo da governadora com a área da Educação”, pontuou. “O problema não é falta de dinheiro; é falta de gestão e prioridades. A escolha do Master foi mais importante do que injetar dinheiro na Educação. Os R$ 22 bilhões do Master seriam para Saúde e Educação, mas não”, atacou. 

T LB

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