23/07/2020 às 09h22min - Atualizada em 23/07/2020 às 09h22min

Operação Alto Escalão investiga contratos na área de saúde

Fonte: MPDFT

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO do MPDFT cumpriu mais 13 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira, 23 de julho. A operação, denominada Alto Escalão, é um desdobramento da operação Checkout.

As investigações dizem respeito a uma compra de leitos hospitalares feita pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) durante a gestão de Agnelo Queiroz. Segundo apurado, para que esse negócio fosse adiante, o dono da empresa Hospimetal pagou R$ 462 mil a agentes que atuariam em nome de ex-ocupantes de cargos do alto escalão do Governo do Distrito Federal. O valor equivale a 10% do montante total do contrato.

A vantagem indevida teria sido paga por meio de um contrato fictício de publicidade e marketing firmado entre a empresa que pretendia vender seus produtos à Secretaria de Saúde do DF e o Instituto Brasília Para o Bem-Estar do Servidor – IBESP.

Em razão desse pagamento, a empresa foi contratada pela Secretaria de Saúde no ano de 2014. O esquema ilícito já havia sido desmantelado pelo GAECO, que ofereceu denúncia contra servidores públicos e o proprietário da referida empresa. Os novos fatos foram revelados em colaboração premiada e após a realização de investigações e diligências independentes, além de provas obtidas do processo original. A Operação conta com o apoio da Polícia Civil do DF.


Saiba mais sobre a operação Checkout

A primeira fase da Operação Checkout foi deflagrada em junho de 2018 e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Ministério Público do DF investigou servidores da SES/DF e funcionários de empresas privadas envolvidos em fraude à licitação e corrupção na compra de macas, leitos de hospitais e outros tipos de mobiliários para unidades da rede pública. A segunda e a terceira fase foram deflagradas respectivamente em fevereiro e março de 2019. Foram cumpridas diligências no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Guará e na cidade de São Caetano do Sul/SP, numa empresa de turismo. Houve uma prisão em Brasília.



 

 


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