24/04/2017 às 07h03min - Atualizada em 24/04/2017 às 07h03min

Esse cara é o Alírio?

Notibras

No cenário político brasiliense atual a falta de um administrador capaz de lidar com uma Câmara Legislativa sem rumo, com representantes políticos pouco habilidosos e com uma cidade combalida, em todos os aspectos, não tem paralelo.

Com o intuito de encarar o cenário, nomes para disputar o Palácio do Buriti pipocam como milho em panela quente. Na lista de pré-candidatos há os velhos caciques viciados em práticas políticas embotadas e há também o que se pode chamar de novo – e uma novidade com bem sucedidas passagens pelo Legislativo e pelo Executivo.

O nome do novo hoje – e muito do que se ouve por Brasília – é Alírio Neto, presidente regional do PTB. Não apenas pessoas de seu convívio, mas o próprio Roberto Jefferson, presidente nacional da legenda, afirmou em tom sonoro, ao entregar as chaves do partido na capital da República para Alírio, que “Você é o cara”.

“Esse cara sou eu?”, pergunta o possível pré-candidato, em uma descontraída conversa com Notibras, no Don Francisco, do ParkShopping. A resposta ouvida por um dos convivas presentes à mesa foi um “pode ser, desde, é claro, que mantenha o rumo e não faça, como velhas raposas, promessas vãs”.

Que venha o desafio – Alírio Neto é ex-deputado distrital (foi presidente da Câmara Legislativa) e secretário de Justiça consagrado nos governos de José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz. Nascido em Piripiri, abraçou Brasília ainda menino e hoje desponta como nome forte para suceder Rodrigo Rollemberg nas eleições de 2018.

Para se ter uma ideia do poderio popular de Alírio, hoje, em sua base eleitoral, o Guará, ele aglutina quase 90% da preferência do eleitorado. Ali, ele é cantado em prosa e verso. Há, inclusive, quem associe letras de dois famosos compositores-intérpretes da Música Popular Brasileira ao virtual candidato a governador. Citam gente que parece ter transportado e traçado para Brasília os destinos desse piauiense que tem o sotaque mesclado do povo brasiliense.


Na chegada ao PTB, uma cena que reuniu as principais lideranças políticas de Brasília

Um dos compositores citados falou de um futuro que Alírio vislumbra. É Paulo Diniz, que, cantando Piripiri, prega o amor sem distinção de cor, que cada um deve ser irmão, e que quem cedo madruga, trilha o caminho do sucesso. Outro aborda o presente. É Roberto Carlos, em Esse Cara sou Eu. Letra adaptada, é bem verdade, quando fala de um cara que pensa no povo e que interrompe os passos de quem busca desconstruir um projeto em benefício da sociedade.

E engana-se quem acredita que Alírio se lançou pré-candidato. Ele foi convocado para a missão por pessoas próximas que admiram sua postura. E admite que poderá concorrer à cadeira atualmente ocupada por Rollemberg.

E sobre candidatos da envergadura de Rodrigo Rollemberg, o possível pré-candidato lança apenas uma observação: “É muita incompetência não conseguir administrar setores como saúde e educação em uma cidade como Brasília, onde grande parte dos recursos vem da União”.

Mesmo com uma postura altamente segura, Alírio observa, porém, outros nomes em destaque, com os quais está costurando uma aliança que, acredita, será vitoriosa em 2018.

Aliança forte – Nessa suposta coligação há nomes fortes para concorrer ao Buriti. Alírio evita nominar esse ou aquele, “para não ferir suscetibilidades esquecendo alguém”, mas ele cita, como que pressionado a abrir o jogo, figuras como Alberto Fraga (DEM), Jofran Frejat (PR) e Eliana Pedrosa, hoje sem partido, mas a caminho do PMDB.

Nesse terreno movediço despontaram ainda nomes como o de Tadeu Filippelli (PMDB), que preparou uma incipiente campanha sem sobressaltos, até ser citado recentemente na torrente de lama em que se têm transformado as delações na operação Lava-Jato.

Para Alírio, fatos assim somados ao cenário político representam um terreno fértil para sua possível candidatura. Sobre isso, ele arremata: “Com seriedade, competência e entusiasmo pode-se fazer Brasília dar a volta por cima”.

Na boca do povo – Não bastassem os projetos que teve aprovados em sua passagem pela Câmara Legislativa, Alírio tem uma vasta lista de realizações quando esteve à frente da Secretaria de Justiça por dois governos.

Muitos pais e mães agradecem a ele iniciativas que deram novos rumos a filhos que ameaçavam trilhar o caminho errado. O projeto Viva a Vida Sem Drogas é um exemplo.


Por onde Alírio passa, o povo demonstra carinho e respeito

Mas, quem se dá ao trabalho de analisar seu currículo, nota que Alírio fez bem mais. Os presos trabalharam nas ruas (sob a supervisão direta de equipes da Secretaria de Justiça), dando um grande passo para voltar ao convívio da sociedade.

No Na Hora, viabilizou a entrega de passaporte em tempo recorde, a ponto de gente de outras capitais viajarem a Brasília para apressarem seus processos; no mesmo local, deu um jeito para que as carteiras de identidade fossem entregues num prazo máximo de três dias úteis.

Alírio viabilizou e humanizou o Procon; criou mecanismos para que a sociedade respirasse um ar mais puro. Mas ele avalia que há muito a ser feito. Caso venha realmente a disputar o Buriti, pretende, se eleito, rever os critérios de reajuste salarial do servidor público. Haverá uma espécie de avaliação. Quem merecer vai fazer jus ao prêmio. Caso contrário…

O pré-candidato não antecipa muito do que pretende colocar em ação. São bandeiras para uma futura campanha. Quem sabe na expectativa de que, ao abrir das urnas em 2018, venha a confirmação de que ele é realmente o cara.


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