04/11/2017 às 07h10min - Atualizada em 04/11/2017 às 07h10min

Integrante de grupo de extermínio que matou jovem no Núcleo Bandeirante é presa na Paraíba

Jornal de Brasília

A Polícia Civil da Paraíba, por intermédio da Delegacia de Homicídios de João Pessoa, prendeu na manhã dessa quinta-feira (2) uma mulher foragida da Justiça do Distrito Federal. Jermaine da Silva Rocha, de 28 anos, é apontada como integrante de um grupo de extermínio no DF e em Goiás. A quadrilha está envolvida no assassinato da jovem Anna Rita Graziela Rodrigues da Silva, de 21 anos, morta por engano no lugar da mãe, no Núcleo Bandeirante. Caso que chocou a cidade em outubro de 2016. A prisão de Jermaine ocorreu no bairro de Mandacaru, após denúncia anônima.

O grupo que ela pertencia só foi descoberto depois da morte de Ana Rita. A Polícia Civil do DF conseguiu prender cinco envolvidos no crime, que foi tratado inicialmente como latrocínio – roubo seguido de morte -, por ter ocorrido o roubo de um celular. Porém, a investigação concluiu que a vítima foi morta por engano devido à semelhança com a mãe, alvo real dos criminosos, os quais pertenceriam a um grupo organizado de Santo Antônio do Descoberto (GO), que praticou outros homicídios, entre eles os de um pastor e de um jornalista da cidade.
 

A quadrilha foi contratada pelo ex-marido da mãe de Ana Rita, que pagou a quantia de R$ 10 mil para o executor. Devido à complexidade, o caso foi transferido para a Delegacia de Repressão a Furtos (DRF/PCDF), que analisou o histórico da mãe da vítima e constatou várias ocorrências envolvendo ela, amigos e até o ex-marido. “Apesar de um celular ter sido levado, havia características de execução. Um atirador entra na empresa, anuncia o assalto, atira três vezes em uma pessoa e só leva um celular. Ele não foi ali para um assalto”, concluiu Fernando César Costa, delegado titular da DRF.

O celular roubado foi vendido em uma feira de Santo Antônio do Descoberto (GO). De acordo com o delegado, Gilvana pouco colaborou com as investigações. Em uma das linhas de apuração, a DRF viu que a mulher já tinha ameaçado o ex-marido. “Ela tentou matá-lo, pois estava grávida e tentaria ficar com os bens dele”, relatou. Costa acredita que a encomenda teria sido para eliminar qualquer hipótese de que a guarda da criança – que hoje é do pai, de maneira provisória – ficasse com a mãe em definitivo. O relacionamento do casal durou menos de um ano.

A Polícia Civil do DF informou que uma equipe da DRF irá, na próxima semana, buscar Jermaine e trazê-la para o Distrito Federal.

Foto: Breno Esaki

Foto: Breno Esaki


Foto: Breno Esaki


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