19/11/2018 às 07h37min - Atualizada em 19/11/2018 às 07h37min

DECISÃO DE ACABAR MAIS MÉDICOS IMPLODE ESTRUTURA DE GUERRILHA

Notibras
Ka Ferriche, Especial para Notibras

 

No dia 9 de novembro de 1989 eu estava a caminho do meu escritório na cidade do Porto, em Portugal, quando ouvi no rádio do carro a notícia de que havia caído o muro de Berlim. Fui tomado por uma emoção diferente, sem razão aparente, apenas pelo fato de que pessoas do lado proibido europeu poderiam ir e vir livremente, a partir daquela data, a qualquer lugar do mundo, livres como sempre fui. Chorei.

Surgia um nome responsável pelos movimentos soviéticos que mudariam a geografia política mundial: Mikhail Gorbachev. Combatido em seu terreno ao contrariar teorias comunistas ortodoxas, foi responsável por acabar com a União Soviética. Boris Yéltsin tentou reverter a história, mas perdeu. Cuba nunca aceitei como modelo de existência. O confinamento de pessoas jamais me convenceu como caminho de sociedade ideal. Uma coisa é você ser manifestante combativo de qualquer coisa, justificado pela juventude revoltada sem causa, outra é viver os fatos. Eu vivi alguns fatos.

De volta ao Brasil, refiz uma pequena empresa de comunicação e empreguei dois cubanos. Um, filho de uma mulher que foi embaixatriz de Cuba em Paris durante a revolução que perpetuou a família Castro no poder. Esse altamente qualificado, casou com uma mulher brasileira, formado nos EUA, com filhos brasileiros e sogro do embaixador do Brasil na ONU, ganhou cidadania verde e amarela. Estava longe das garras de Fidel. O outro, igualmente qualificado, designer gráfico primoroso, recebia 5 dólares por mês (lá) para desenvolver peças publicitárias para uma fábrica de charutos. Deixou mulher e filhos em Havana – garantia compulsória – e chegou aqui com visto de turista. Eu desconhecia a situação e pagava o equivalente a 1.500 dólares. Normal. Trabalhava como free lancer e ambos se tornaram divertidos amigos.


O segundo cometeu a ingenuidade de ir, após três meses trabalhando comigo, à Polícia Federal dizer que havia conseguido um trabalho temporário no Brasil e que queria ficar aqui mais tempo e trazer a família. Recebi da sede da PF uma ligação dizendo que ele foi preso imediatamente e que seria deportado no primeiro avião e que alguém teria que pagar sua passagem. Surpreso, paguei, afinal lá estavam detidos no paraíso comunista a mulher e filhos dele. Tive que fazer isso por um recente amigo fraterno do qual nunca mais tive notícias.O primeiro: sua mãe, a ex-embaixatriz, chorou copiosamente em um jantar que promovi para recebê-la (após uma licença especial obtida por ela em Cuba para ver os netos), dizendo que deixou a vida diplomática na época para ir ao campo plantar batatas, acreditando na revolução de Fidel, mas que agora (anos 90) as pessoas recebiam um sabonete por mês para toda a família. Choramos juntos.

Voltando à queda do muro de Berlim, quando meu patrão era o cowboy Ronald Reagan, que me recomendava em um vídeo como representante da empresa de seu país, sem nunca ter encontrado com ele, sem ao menos ele saber ou querer saber quem eu era, mas que tinha efeito infalível profissional quando eu fazia abordagens para conquistar novos clientes, traduz a visão global de um mundo que pode ser pouco ideal, mas que prevalece até agora e não permite que aventuras de ditaduras avancem.

Não temos exemplos de generais no Brasil que transferiram o poder para suas famílias como em verdadeiras ditaduras.

É curioso que todos queiram viver nos EUA, que milhares de pessoas caminhem em direção à fronteira com o México para invadir aquela nação preconceituosa e maldita.

É curioso que centenas de venezuelanos cheguem diariamente ao território brasileiro fugidos da melhor economia da América do Sul, antes de Hugo Chávez.

Muito mais curioso é que, ao contrário de dois exemplares profissionais cubanos abrigados em meu escritório, excelentes profissionais, sem qualquer importância para a mídia, tenham desaparecido, enquanto o caso Marielle ganha projeção internacional. Um porque a mãe era refém, outro porque mulher e filhos eram também reféns de um regime covarde e incompetente.

Qual a razão de um precursor desse regime, como José Dirceu, estar em liberdade? O Programa Mais Médicos só foi implementado pela concordância do governo do PT de permitir o controle de agentes infiltrados do governo cubano em território brasileiro sobre muitos pseudo médicos enviados para o Brasil. Chegaram aqui, os tais médicos, para cuidar de futuros guerrilheiros em combate, é o que dizem pessoas bem informadas.

Havana mandou todo mundo retornar. Se ficassem, os agentes da inteligência cubana seriam presos e serão ainda, caso permaneçam após a posse de Bolsonaro. É melhor fugir da fraude. José Dirceu precisa de um presídio de segurança máxima, segundo analistas, porque sua capacidade guerrilheira dá banho em Marcola, Paca, Neno e outros. Ao El Pais ele já disse que vai tomar o governo na marra. Os generais e a população brasileira têm tido muita paciência…

 
 

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