25/01/2019 às 06h49min - Atualizada em 25/01/2019 às 06h49min

Homem é preso acusado de matar e ocultar cadáver de ex-genro

O suspeito não aceitava o modo que a vítima tratava a filha e a neta. Ele jogou o corpo em uma fossa e, depois, ateou fogo

Correioweb
Um homem de 46 anos foi preso na quarta-feira (23/1) acusado de matar e ocultar o cadáver de Breno José da Silva, 29. O caso teria acontecido na noite de 19 de janeiro, na residência de Jurandir Gouveia Ferreira, em Planaltina de Goiás. A motivação do crime seria o relacionamento conturbado que a vítima tinha com a filha dele. O suspeito estava escondido na casa de uma irmã, em Riachinho, interior de Minas Gerais.
 
 
Segundo o delegado Antônio Humberto Soares, chefe do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Planaltina, a vítima e a filha de Jurandir tiveram um breve relacionamento no início de 2018. “Ela ficou grávida e Breno desconfiou da paternidade. Com isso, a jovem teve uma gravidez muito conturbada. Só que, quando a bebê nasceu, a vítima reconheceu e quis ter contato com a criança”, explica. 
 
Conforme a apuração da polícia, Breno era agressivo com a ex-companheira, que chegou a pedir medida protetiva. Apesar do modo de agir da vítima, a mulher permitiu que ele visse a criança aos sábados, na casa onde ela morava com o pai. “Só que, com o tempo, a vítima começou a fazer ameaças, dizendo que ia raptar a menina. Toda a situação começou a incomodar o autor”, disse o delegado.  
 
No dia do crime, a vítima foi visitar a filha. Mas, ao chegar ao local, só o suspeito estava na residência. “Breno duvidou da palavra de Jurandir, empurrando-o para entrar na casa. O autor pegou um martelo e golpeou a vítima na cabeça até que ela desmaiasse. Depois, o esfaqueou nas costas.”
 
 
O delegado Antônio Humberto relembra que, nesse dia, houve queda da energia no bairro. Assim, o suspeito “se aproveitou da escuridão". "Enrolou o cadáver em uma rede e o arrastou até o terreno baldio ao lado da casa. O corpo foi jogado dentro da fossa, com lixo e pneus em cima para auxiliar na combustão.”
 
Investigadores receberam denúncias anônimas sobre o assassinato e realizaram uma varredura na região. Policiais encontraram a fossa, de onde emanava um forte odor. O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar nas buscas e, no buraco, encontraram um tronco humano. O restante do cadáver foi encontrado em partes. A perícia foi acionada. 
 
“O corpo ficou irreconhecível. Mas sobrou um pedaço de peça de roupa, a mesma com a qual Breno foi visto pela última vez com vida. Jurandir também confessou todo o crime, dando detalhes e afirmando que se trata do ex-genro”, afirma o chefe do GIH. 
 
Jurandir foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação e destruição de cadáver. Somadas, as penas podem chegar a 33 anos.  

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