Em estudo de 2011, liderado por Simone I. Mussatto demonstra justamente essa composição. Ele explica por que a borra é amplamente estudada para aplicações como produção de biocombustíveis, carvão ativado, fertilizantes e bioplásticos. Se o material se dissolvesse facilmente, essas aplicações sequer seriam possíveis, dizem os pesquisadores.
Outro estudo, de 2023, ajuda a compreender o comportamento da borra. Pesquisadores da University of Oregon publicaram, em 2023, um trabalho sobre a eletricidade estática gerada durante a moagem do café.
Análise mostrou que as partículas adquirem elevada carga eletrostática, favorecendo a formação de aglomerados (“clumping”), além da aderência entre elas. A pesquisa foi desenvolvida para entender a preparação do café espresso, e não o funcionamento de tubulações. Ainda assim, ela demonstra uma característica importante do material: as partículas tendem a permanecer agrupadas, em vez de se dispersarem facilmente na água.
O que acontece dentro dos canos?
A borra costuma se depositar principalmente no sifão, a curva em formato de “U” localizada logo abaixo da pia. Paul Abrams, especialista da Roto-Rooter, faz um alerta em entrevista à revista Better Homes & Gardens. “Em grande quantidade, ela pode entupir o cano e causar um refluxo na pia”.








