Fica claro que a busca por uma representação legítima, ética e consistente da psicanálise no espaço público passa tanto por recusar a regulamentação do estado quanto por criticar quem aproveita essa brecha para promover a pseudoformação.
Há um detalhe que nem sempre fica claro: o termo formação (Bildung), na psicanálise, remete à habilitação para a prática clínica. Ele não deve ser confundido com cursos, imersões, pós-graduações, treinamentos ou especializações.
Vale lembrar que a pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) forma pesquisadores, não psicanalistas.
Mesmo quando o objeto de estudo envolve procedimentos clínicos, estudos de caso ou autores da psicanálise, isso não habilita ninguém a atender pacientes e dirigir tratamentos, sejam eles psicanalíticos ou psicoterapêuticos.
A pesquisa acadêmica entra de forma suplementar, e não complementar, na formação dos analistas.
Por isso, também não é necessário ter título de mestre ou doutor para clinicar. Ainda assim, a maioria das escolas de psicanálise exige curso superior completo para o ingresso de candidatos.







