Quinta-feira, 14/05/26

Operação da PCDF mira quadrilha que aplicava golpe da “falsa central de banco”

Operação da PCDF mira quadrilha que aplicava golpe da “falsa central de banco”
Operação da PCDF mira quadrilha que aplicava golpe da “falsa – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a Operação Falsa Central. O objetivo é desarticular um grupo criminoso especializado no golpe conhecido como “falsa central de banco”.

As investigações começaram após um crime praticado contra uma idosa no Distrito Federal. Entre os dias 6 e 12 de maio de 2025, a vítima sofreu um prejuízo de R$ 212,5 mil. Para preservar sua imagem, o nome da instituição bancária envolvida não foi divulgado.

De acordo com a apuração, os criminosos se passaram por funcionários do setor de segurança do banco e induziram a vítima a realizar sucessivas transferências bancárias. Um dos autores se apresentou como gerente responsável pela área jurídica e convenceu a idosa a ir até um caixa eletrônico, permanecendo em contato telefônico durante todo o procedimento. Sob o argumento de rastrear valores supostamente desviados, os golpistas orientaram transferências e ainda induziram a vítima a contratar empréstimos de alto valor.

Os recursos obtidos eram repassados a pessoas jurídicas de fachada e a contas de “laranjas”, recrutados por meio de corretagem ilícita, com o objetivo de pulverizar os valores e, posteriormente, direcioná-los aos líderes da organização criminosa.

A partir da análise de vestígios cibernéticos e financeiros, a polícia conseguiu identificar o núcleo central do grupo e seus operadores financeiros. Até o momento, outras dez vítimas foram localizadas no Distrito Federal, elevando o prejuízo total para mais de R$ 500 mil.

No âmbito da operação, a Justiça expediu três mandados de prisão e oito de busca e apreensão, todos cumpridos em endereços na cidade de São Paulo. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de imóveis e veículos de alto valor, além da suspensão das atividades de empresas ligadas ao esquema. Ao todo, 12 integrantes do grupo já foram identificados e serão indiciados.

Até agora, dois mandados de prisão foram cumpridos. Durante as diligências, os policiais apreenderam computadores, celulares e veículos de alto padrão. A ação mobilizou cerca de 60 policiais e contou com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, violência psicológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem chegar a até 24 anos de reclusão. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas no Distrito Federal.

T LB

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