Segunda-feira, 09/03/26

Operação da PCDF mira trio suspeito de se passar por policiais para extorquir vítimas

Operação da PCDF mira trio suspeito de se passar por policiais para extorquir vítimas
Operação da PCDF mira trio suspeito de se passar por – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Unmask para desarticular um grupo suspeito de extorsão baseada em fraude psicológica. A ação foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, e resultou no cumprimento de três mandados de prisão temporária, quatro de busca e apreensão e no bloqueio de valores superiores a R$ 250 mil vinculados aos investigados.

As apurações indicam que os suspeitos se passavam por policiais civis e utilizavam o nome da própria 8ª DP para abordar a vítima por telefone e aplicativos de mensagens. Com discurso técnico, referências a procedimentos reais e uso de termos jurídicos, o grupo afirmava que havia uma investigação criminal em curso, estratégia que visava conferir aparência de legitimidade e provocar temor imediato.

Sequestro psicológico e exigências financeiras

Segundo a investigação, a vítima foi submetida por vários dias a um rígido controle emocional. Os criminosos orientavam que não fossem procurados advogados, familiares ou outras autoridades, sob a alegação de que qualquer contato externo poderia resultar em prisão preventiva ou agravamento da suposta situação criminal. Esse contexto de intimidação contínua caracterizou o chamado sequestro psicológico, elemento central do crime de extorsão apurado.

A exigência de dinheiro era apresentada como cumprimento de falsas medidas cautelares. A vítima era induzida a realizar transferências bancárias, principalmente via PIX, para contas indicadas pelo grupo, sob justificativas como “regularização”, “garantia patrimonial” ou “prova de colaboração com a investigação”. As cobranças eram reiteradas e progressivas, sempre acompanhadas de novas ameaças.

Indícios de lavagem de dinheiro e atuação estruturada

As diligências apontaram que os valores obtidos eram movimentados por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas, sugerindo o uso de terceiros e empresas de fachada, além de possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro. A análise de dados bancários e digitais também revelou uma atuação organizada, estável e contínua, com divisão de tarefas e emprego sistemático de recursos tecnológicos.

A Polícia Civil investiga, em tese, os crimes de extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações seguem para identificar outras vítimas e eventuais integrantes do esquema. A corporação reforça que nenhuma unidade policial exige pagamentos ou transferências financeiras e orienta que tentativas desse tipo sejam imediatamente comunicadas às autoridades.

T LB

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