Segunda-feira, 18/05/26

Operação mira Outsider Tours contra fraudes em viagens no RJ

Operação mira Outsider Tours contra fraudes em viagens no RJ
Operação mira Outsider Tours contra fraudes em viagens no RJ – Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (18) uma operação contra a agência Outsider Tours para investigar fraudes na venda de pacotes de viagens internacionais.

Agentes da Delegacia do Consumidor tentam desarticular um esquema de fraude. Segundo a investigação, o grupo vendia pacotes com passagens, hospedagem e ingressos para jogos de futebol no exterior, mas não entregava os serviços.

Nove mandados de busca e apreensão são cumpridos em diferentes pontos da capital fluminense. A Polícia Civil informou que agentes estão no Centro, na Barra da Tijuca, no Leblon e na Ilha do Governador.

O proprietário do empreendimento, Fernando Sampaio de Souza e Silva, é um dos alvos. A informação foi confirmada nesta manhã ao UOL.

Consumidores procuraram a polícia após relatarem problemas depois do pagamento. De acordo com os depoimentos, as vítimas não recebiam o que foi prometido ou enfrentavam entraves ligados às viagens compradas.

Investigadores também encontraram registros de queixas semelhantes em outras delegacias. A Decon afirma que o trabalho de inteligência e monitoramento continua para identificar todos os envolvidos e reunir novos elementos para o inquérito.

Defesa do empresário diz que a investigação está em fase inicial, não compactuando com conclusões antecipadas. “Até o presente momento, não há qualquer decisão judicial condenatória, tampouco reconhecimento formal de responsabilidade penal”, informou em nota o advogado Felipe Raús Haas, a respeito da ação desta segunda-feira (18).

DONO DA AGÊNCIA JÁ FOI PRESO

Silva foi preso recentemente em Santa Catarina por suspeita de estelionato. Ele foi detido no dia 6 de janeiro, durante férias com a família em Balneário Camboriú.

Em abril, a Justiça do Pará mandou soltá-lo. O tribunal paraense avaliou que ele não apresentava mais risco à ordem pública e demonstrava iniciativa para pagar os clientes prejudicados após o fechamento definitivo da empresa no Rio de Janeiro.

O suspeito responde a mais de 600 processos judiciais em 21 estados brasileiros. As investigações apontam que ele usava o cadastro de outras empresas e de pessoas próximas para receber pagamentos e evitar bloqueios na Justiça.

O caso ganhou destaque nacional após um golpe contra torcedores do Flamengo em 2022. A empresa prometeu aviões fretados para a final da Libertadores no Equador, mas os flamenguistas não conseguiram embarcar.

T LB

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