Segunda-feira, 11/05/26

Oposição na Venezuela anuncia apoio a presença militar dos EUA; governo Trump confirma que Maduro tentou negociar

Edmundo González — Foto: X / Reprodução

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Edmundo Gonzaléz, que afirma ter vencido Maduro nas urnas nas últimas eleições presidenciais, disse que “estrutura criminosa” liderada pelo presidente venezuelano é “obstáculo para a soberania”.

Os líderes da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia e María Corina Machado anunciaram, nesta segunda-feira (22), que apoiam a presença militar dos Estados Unidos no Caribe.

González, que disputou as últimas eleições presidenciais com Nicolás Maduro e afirma tê-lo vencido nas urnas, divulgou um vídeo nas redes sociais em que afirma que a ação americana é “necessária” para restabelecer a soberania do país.

“O cerco antinarcóticos do mar do Caribe liderado pelos Estados Unidos (…) constitui uma medida necessária para o desmantelamento da estrutura criminosa que ainda se ergue como único obstáculo para o restabelecimento da soberania popular na Venezuela. Ao povo da Venezuela (…) não resta outra opção a não ser forçar a saída de tal regime”, declarou Edmundo, que se apresentou como presidente eleito.

A declaração do opositor venezuelano se alinha ao discurso do governo Trump. Para enviar navios de guerra para o entorno da Venezuela no mês passado, Washington acusou Maduro de ligação com o narcotráfico e ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 265 milhões) por sua captura.

Os EUA e as principais democracias da América e da União Europeia não reconhecem o presidente venezuelano como presidente. A decisão foi tomada depois que o governo Maduro se recusou a publicar das atas eleitorais.

Venezuela X EUA

Também nesta segunda-feira, o governo Trump se pronunciou sobre sua ofensiva contra o governo venezuelano.

Questionada sobre uma carta enviada por Nicolás Maduro tentando abrir um canal de conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no começo do mês, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que ela foi enviada, mas afirmou que o republicano não mudará sua política em relação à Venezuela.

A existência e o conteúdo dessa carta foi revelado neste fim de semana pela Reuters. O documento, a que a agência teve acesso, foi datado do dia 6 de setembro, dias após o primeiro ataque dos EUA a um barco do país sul-americano que, segundo Trump, transportava traficantes de drogas.

Na sexta-feira (19), a Venezuela pediu à ONU que investigue os ataques dos Estados Unidos a barcos no Caribe – foram quatro bombardeios, com 17 mortos no total.

Em comunicado divulgado para a imprensa, o procurador-geral do país, Tarek William Saab, os qualificou como “crimes contra a humanidade” e afirmou que as vítimas, que o governo americano afirma serem narcotraficantes, eram apenas pescadores.

O pedido aconteceu um dia após o presidente venezuelano anunciar que militares estão indo a comunidades para treinar civis no uso de armas. Há algumas semanas, ele já havia convocado voluntários da milícia, um corpo formado por civis, para treinar nos quartéis.

Na quarta-feira (17), a Força Armada Nacional venezuelana também deu início a três dias de exercícios militares na ilha caribenha de La Orchila, a 65 km do continente.

Dois dias antes, Nicolás Maduro acusou os EUA de “agressão” e afirmou que estão usando uma mentira para justificar a ação militar.

Correio de Santa Maria, com informações do líderes da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia e María Corina Machado

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