Quinta-feira, 28/05/26

PCDF mira esquema de fraudes milionárias em empréstimos do BRB durante operação interestadual

PCDF mira esquema de fraudes milionárias em empréstimos do BRB durante operação interestadual
PCDF mira esquema de fraudes milionárias em empréstimos do BRB – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Crédito Corrompido para desarticular um suposto esquema criminoso envolvendo fraudes em empréstimos consignados e créditos milionários concedidos pelo Banco de Brasília. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, os crimes teriam sido praticados por grupos formados por correspondentes bancários, gerentes do BRB, intermediários financeiros e operadores ligados à concessão irregular de empréstimos. De acordo com a PCDF, o próprio banco comunicou às autoridades, ainda em 2025, indícios de atuação de uma “gangue” especializada em fraudes envolvendo principalmente professores temporários e pessoas sem perfil regular para obtenção de crédito consignado.

As apurações indicam que correspondentes conhecidos como “pastinhas” recrutavam clientes por meio de redes sociais, falsificavam documentos e encaminhavam pedidos de empréstimo a gerentes envolvidos no esquema. Após a liberação dos valores, parte do dinheiro era destinada ao grupo criminoso como comissão. Em outra frente investigada, a polícia identificou a concessão de créditos milionários supostamente aprovados mediante pagamento de propina a funcionários do banco em conluio com operadores financeiros.

Durante a operação desta quinta-feira, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens e valores ligados a um gerente suspeito de ocultar recursos ilícitos por meio de empresa de fachada. Os investigados poderão responder por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

T LB

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