A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou a ajuda da população para investigar o ataque a ônibus que resultou na vandalização de 57 veículos da empresa Urbi Mobilidade Urbana na noite de quinta-feira (15/1). Os incidentes ocorreram em diversas regiões do DF, como Taguatinga, Recanto das Emas, Ceilândia e Samambaia.
Detalhes da investigação do ataque a ônibus
O porta-voz da corporação, delegado Lúcio Valente, informou que a PCDF acompanha as ocorrências desde o início. Ele afirmou que a Delegacia Geral criou uma força-tarefa com diversas delegacias para identificar e levar os autores à Justiça. “Mas a sua ajuda é muito importante. Disque 197 e faça uma denúncia, caso tenha alguma informação que possa contribuir com o trabalho da PCDF”, ressaltou Valente.
Entenda o caso
- Ao menos 57 ônibus da empresa Urbi Mobilidade Urbana foram atacados na noite de quinta-feira (15/1).
- O ataque orquestrado aconteceu em diferentes regiões do DF, como Taguatinga, Recantos das Emas, Ceilândia e Samambaia.
- Os rodoviários foram às unidades policiais para registrar boletim de ocorrência após os veículos sofrerem ataques com pedras, bolinhas de gude e outros objetos.
- Sete pessoas, entre passageiros e profissionais, tiveram ferimentos leves.
- Informações preliminares indicam que o ataque pode ter sido uma represália pela demissão de rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana.
- A empresa afirma que não houve demissão em massa e que apenas três funcionários foram desligados.
- Até o momento, ninguém foi preso e a PCDF investiga o caso.
Punição e policiamento
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou a punição dos responsáveis pelos ataques. Ela comunicou que entrou em contato com o diretor-geral da PCDF, delegado José Werick, para cobrar a identificação e prisão dos responsáveis.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informou que a segurança das garagens da Urbi Mobilidade Urbana foi reforçada. Como medida preventiva, a pasta disse que a PMDF intensificou o patrulhamento nas garagens da empresa, com atenção especial às unidades no Recanto das Emas e em Samambaia.
Segundo o secretário de Mobilidade e Transporte, Zeno Gonçalves, o ataque pode ter sido motivado por demissões de funcionários da Urbi e por brigas dentro do sindicato dos rodoviários. “Foi uma ação orquestrada de um grupo de criminosos, de vândalos, aparentemente em retaliação à demissão de três colaboradores da Urbi, demissão por justa causa. Nós acreditamos que seja um grupo dissidente da atual diretoria do sindicato que orquestrou ou incentivou esse tipo de atitude”, comentou o secretário.








