O presidente colombiano em fim de mandato, o esquerdista Gustavo Petro, afirmou nesta sexta-feira (3) que conversou por telefone com Donald Trump sobre os esforços do país para reduzir o cultivos de drogas e as sanções impostas por Washington.
Os dois líderes têm uma relação conturbada que tensionou as relações entre essas duas nações historicamente aliadas.
“Acabei de falar por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump. Como nas três ocasiões anteriores, foi uma conversa cordial”, disse Petro no X.
Segundo um comunicado da Presidência, Petro confirmou a Trump que havia cumprido a meta acordada de erradicar cerca de 30 mil hectares de plantações de coca, matéria-prima da cocaína, no país com a maior produção mundial da droga.
O primeiro presidente de esquerda da Colômbia, que deixa o cargo em 7 de agosto, afirmou que espera aumentar esse dado para 41 mil hectares até o final de 2026.
Trump apoiou a candidatura presidencial do direitista Abelardo de la Espriella, de cidadania colombiana e americana, que assumirá o poder no lugar de Petro.
“Fiquei surpreso que o presidente Donald Trump não soubesse que eu não apoiava Abelardo de la Espriella, e fiquei surpreso que ele não soubesse que minha família e eu ainda estávamos na lista do Ofac. Ele prometeu tomar providências a respeito”, disse ele.
Nos momentos mais sombrios da crise entre os dois presidentes, Trump incluiu Petro na lista de sanções usada especialmente contra grandes narcotraficantes, terroristas e ditadores.
Além disso, Washington retirou a certificação da Colômbia como aliada na luta contra as drogas em 2025.
“Pedi a ajuda dele para impedir que o ódio criado em um segmento da sociedade colombiana levasse ao derramamento de sangue e à violência daqueles que o instigam e financiam”, acrescentou Petro.
De la Espriella foi eleito na eleição mais acirrada da história, vencendo por menos de 1% o candidato de esquerda. A direita teme uma onda de protestos contra o novo governo.








