A Petrobras não pretende realizar mudanças abruptas nos preços de combustíveis no Brasil, mesmo com o encarecimento do petróleo internacional decorrente da guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, enfatizou que a empresa busca elevar a produção de derivados de petróleo para assegurar a segurança energética do país.
Os ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã iniciaram-se em 28 de fevereiro de 2026, afetando a região produtora de petróleo e o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. Isso resultou em bloqueios logísticos, redução na oferta global e escalada nos preços, com o barril do petróleo Brent saltando de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos de US$ 120.
Para mitigar os impactos no mercado interno, o governo federal implementou isenção de tributos sobre combustíveis e subvenção econômica a produtores e distribuidores. Desde o início do conflito, a Petrobras reajustou os preços do óleo diesel e do querosene de aviação (QAV), mas manteve a gasolina estável. Chambriard destacou o monitoramento de preços da gasolina, considerando a concorrência com o etanol, cujo preço caiu recentemente, e a frota flex-fuel no Brasil.
A diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angelica Laureano, afirmou que decisões sobre reajustes na gasolina não dependem da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que propõe zerar alíquotas de PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis. O PLP tramita no Senado, e os preços atuais estão equilibrados.
No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras registrou recorde de produção de óleo e gás, 16,1% superior ao mesmo período de 2025. O Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias superou 100%, o maior desde dezembro de 2014, com investimentos em confiabilidade e baixa em manutenções programadas.
Financeiramente, o lucro foi de R$ 32,7 bilhões, 110% maior que no quarto trimestre de 2025 (R$ 15,6 bilhões), mas 7,2% inferior ao primeiro trimestre de 2025 (R$ 35,2 bilhões), devido ao efeito cambial. Os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, alta de 25,6%, e a dívida atingiu US$ 71,2 bilhões, dentro do limite do plano de negócios 2026-2030. O preço médio do Brent no período foi de US$ 80,61, com o aumento recente refletindo nas exportações do segundo trimestre.
Com informações da Agência Brasil








