Quarta-feira, 13/05/26

Petrobras evita reajustes abruptos em combustíveis apesar de guerra no Oriente Médio

Petrobras evita reajustes abruptos em combustíveis apesar de guerra no Oriente Médio
Petrobras evita reajustes abruptos em combustíveis apesar de guerra no – Reprodução

A Petrobras não pretende realizar mudanças abruptas nos preços de combustíveis no Brasil, mesmo com o encarecimento do petróleo internacional decorrente da guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, enfatizou que a empresa busca elevar a produção de derivados de petróleo para assegurar a segurança energética do país.

Os ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã iniciaram-se em 28 de fevereiro de 2026, afetando a região produtora de petróleo e o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. Isso resultou em bloqueios logísticos, redução na oferta global e escalada nos preços, com o barril do petróleo Brent saltando de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos de US$ 120.

Para mitigar os impactos no mercado interno, o governo federal implementou isenção de tributos sobre combustíveis e subvenção econômica a produtores e distribuidores. Desde o início do conflito, a Petrobras reajustou os preços do óleo diesel e do querosene de aviação (QAV), mas manteve a gasolina estável. Chambriard destacou o monitoramento de preços da gasolina, considerando a concorrência com o etanol, cujo preço caiu recentemente, e a frota flex-fuel no Brasil.

A diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angelica Laureano, afirmou que decisões sobre reajustes na gasolina não dependem da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que propõe zerar alíquotas de PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis. O PLP tramita no Senado, e os preços atuais estão equilibrados.

No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras registrou recorde de produção de óleo e gás, 16,1% superior ao mesmo período de 2025. O Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias superou 100%, o maior desde dezembro de 2014, com investimentos em confiabilidade e baixa em manutenções programadas.

Financeiramente, o lucro foi de R$ 32,7 bilhões, 110% maior que no quarto trimestre de 2025 (R$ 15,6 bilhões), mas 7,2% inferior ao primeiro trimestre de 2025 (R$ 35,2 bilhões), devido ao efeito cambial. Os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, alta de 25,6%, e a dívida atingiu US$ 71,2 bilhões, dentro do limite do plano de negócios 2026-2030. O preço médio do Brent no período foi de US$ 80,61, com o aumento recente refletindo nas exportações do segundo trimestre.

Com informações da Agência Brasil

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *