Depois de um dia de queda relevante, o preço do petróleo está oscilando nesta sexta-feira (10), em meio a uma nova escalada da guerra no Irã. A AIE (Agência Internacional de Energia) afirmou que o cenário compromete a expectativa de um superávit significativo no mercado de petróleo no próximo ano.
A agência projeta que em 2027 a oferta superará a demanda de 4,62 milhões de barris por dia, desde que os produtores consigam retomar o trabalho nos campos e as refinarias possam retomar os embarques normais de produtos.
Por volta das 10h40 (horário de Brasília) o barril Brent, referência global, caía 0,13%, a US$ 76,20 (R$ 389,96). O WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, também estava em queda de 0,50%, a US$ 71,72 (R$ 367,03).
O barril Brent começou o dia na casa de US$ 76, próximo da estabilidade, chegou a cair para US$ 75,35 (R$ 385,61), queda de 1,25%, por volta das 5h, mas passou a subir e atingiu o auge por volta das 9h, quando foi a US$ 77,13 (R$ 394,72), alta de 1,09%.
Mesmo com a queda de mais de 2% na véspera, o Brent caminha para cravar nesta sexta a maior alta semanal desde o início de maio, revertendo as quedas de preços registradas logo após o breve cessar-fogo firmado entre EUA e Irã. Em determinado momento, a commodity chegou a ficar abaixo do patamar de preços anterior ao início da guerra no Irã.
A AIE diz que um acordo de paz duradouro é “indispensável” para que os mercados de petróleo se normalizem.
No entanto, o acirramento do conflito no Oriente Médio nos últimos dias voltou a puxar os preços para cima. Esta quinta foi o terceiro dia consecutivo de ataques, com novas ofensivas dos norte-americanos ao território iraniano, com o revide a bases em países-vizinhos aliados aos EUA. Entre os pontos atacados no Irã está a província de Bushehr, que abriga uma usina nuclear, de acordo com a agência estatal de notícias Mehr.
O ministério das Relações Exteriores do Irã destacou ainda que duas pontes que levam à cidade sagrada de Mashhad foram atacadas. O local foi o escolhido para o enterro do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo dos EUA no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.
Segundo a AIE, a oferta global de petróleo aumentou 4,1 milhões de barris por dia no último mês com a reabertura do estreito de Hormuz, mas ainda permaneceu 9,4 milhões de barris abaixo dos níveis registrados antes do início da guerra.








