Os preços do petróleo continuaram a subir nesta sexta-feira (23), diante da preocupação dos investidores com um possível agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em dezembro subiu 3,14%, para 116,72 dólares, seu nível mais alto em quase seis meses.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega no mesmo mês, avançou 3,82%, para 103,27 dólares.
“O petróleo dispara à medida que se intensifica o confronto entre Washington e Teerã”, resumiram os analistas da Briefing.com.
Os Estados Unidos poderiam atacar o Irã já neste fim de semana, afirmou na sexta-feira o enviado americano para a Síria e o Iraque, Tom Barrack, depois de Washington e Israel terem multiplicado nos últimos dias as ameaças nesse sentido.
O presidente Donald Trump reiterou recentemente que em breve tomará uma “decisão” sobre o Irã e declarou que poderia optar pela “via suave” ou pela “via dura”.
Até agora, porém, vinha dando a entender que isso não ocorreria antes das eleições americanas de meio de mandato, em 3 de novembro.
O mercado também acompanha com preocupação os repetidos ataques dos houthis do Iêmen contra infraestruturas civis na Arábia Saudita, incluindo instalações petrolíferas e aeroportos.
“Persistem muitas incertezas sobre os volumes de petróleo realmente disponíveis no mercado”, escreveu em uma nota Barbara Lambrecht, analista do Commerzbank.
Segundo a plataforma de rastreamento marítimo Kpler, durante a semana encerrada em 18 de outubro os volumes de petróleo bruto exportados pelos países do Golfo voltaram a superar os níveis anteriores à guerra, deflagrada no fim de fevereiro por ataques israelenses e americanos contra o Irã.
Mas “o mercado está cada vez mais preocupado com a possibilidade de novos ataques danificarem infraestruturas de produção, processamento ou exportação, o que provocaria interrupções difíceis de resolver”, explicou Ole Hansen, analista do Saxo Bank.








