Quarta-feira, 01/07/26

PF mira pessoas ligadas a Sóstenes em nova fase de operação sobre desvio de cota parlamentar

PF mira pessoas ligadas a Sóstenes em nova fase de operação sobre desvio de cota parlamentar
PF mira pessoas ligadas a Sóstenes em nova fase de – Reprodução

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (1º) uma operação que tem como principais alvos o entorno do deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, sob autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). O parlamentar não é alvo da medida.

É a terceira fase da Operação Rent a Car, que chegou a fazer buscas contra o deputado no fim do ano passado para investigar suspeitas de desvios de recursos públicos de cotas parlamentares.

A PF afirma que a atual fase tem o objetivo de aprofundar as apurações sobre a movimentação e destinação desses recursos.

Procurado por meio da assessoria de imprensa às 7h, o deputado ainda não se manifestou.

São apuradas suspeitas de eventuais crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.

De acordo com a corporação, “as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos”.

“Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.”

Em dezembro, em um endereço ligado a Sóstenes, a PF apreendeu cerca de R$ 430 mil em espécie.

A cota parlamentar é um valor mensal que o deputado recebe para custear despesas do exercício do mandato, como aluguel de escritório no estado, passagens aéreas e aluguel de carro, entre outras.

A suspeita da polícia nos autos era de que uma empresa de locação de carros contratada pelos deputados e paga por meio da cota parlamentar continuou recebendo dinheiro mesmo depois de ser dissolvida irregularmente.

À época, Sóstenes afirmou à imprensa que sofre perseguição por ser de direita e que o dinheiro vivo encontrado em seu endereço se deve à venda de um imóvel na semana anterior. O líder disse que o comprador quis lhe pagar em dinheiro e que não depositou a verba ainda por causa “dessa correria de trabalho”.

“Acabei não fazendo depósito, mas faria. Inclusive, parte dele, eu tenho pensando em fazer outros negócios e tudo, acabei não fazendo o depósito”, respondeu.

T LB

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