Operação mira estelionatários de veículos e desarticula quadrilha interestadual
Estelionatários de veículos foram alvo de uma operação deflagrada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio, com apoio do Ministério Público e das polícias civis de Goiás e do Distrito Federal. As ações visaram combater um esquema que fraudava seguradoras e locadoras, atuando no Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal. Foram cumpridos 34 mandados judiciais, sendo 9 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. A operação teve a participação da Corregedoria Interna da Polícia Civil e de unidades especializadas do Ministério Público.
Mandados cumpridos e prisões
Durante a ação, foram presas pessoas em diferentes municípios. O policial civil Fábio Augusto de Melo Xavier foi detido em casa em São Gonçalo e Fernando Tadeu foi preso em Teresópolis. Alguns envolvidos permanecem foragidos, entre eles Roney Petrucio Oliveira Nascimento e Paulo Henrique Saraiva Santos. Natanael Azeredo de Ferreira, apontado como principal articulador, já havia sido preso anteriormente durante a Operação Amarante.
Modo de atuação dos estelionatários de veículos
A investigação detalhou um esquema dividido em núcleos com funções específicas, desde a obtenção de documentos até a comercialização dos bens. O grupo utilizava documentos perdidos e dados de terceiros para confeccionar documentos falsos e em seguida adquirir ou alugar veículos. Parte dos veículos era repassada a integrantes conhecidos como laranjas, que davam suporte às fraudes e à contratação de seguros fraudulentos.
Etapas do esquema
- Recolhimento de documentos perdidos e uso dos dados para falsificação.
- Confecção de documentação fraudulenta para aquisição ou locação de veículos.
- Transferência dos veículos para integrantes do núcleo de laranjas.
- Contratação de seguros e confecção de registros de ocorrências fraudulentos para receber indenizações.
- Esconderijo temporário dos veículos e envio ao núcleo de desmanche.
Apreensões e materiais
Foram apreendidos carros e motos em endereços ligados aos suspeitos, inclusive na residência de Fernando Tadeu. Em operações anteriores, com outros integrantes presos, foram encontrados documentos falsos, cheques e cartões de crédito em nome de terceiros. As apreensões servem para subsidiar as investigações e para identificação de bens vinculados ao esquema.
Participação e histórico de integrantes
Lourival Rodrigues da Silva Junior, conhecido como “Gaivota”, foi identificado como importante integrante do grupo, especializado na falsificação de documentos e cartões. Ele já era foragido desde 2012 e possuía antecedentes relacionados a fraudes. Tanto Lourival quanto Natanael se apresentavam publicamente como instrutores de voo livre, informação relevante para a apuração do envolvimento em diversas frentes do esquema.
Órgãos envolvidos
A Operação Voo Livre contou com a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-MPRJ), a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco) e o apoio da Corregedoria Interna da Polícia Civil. Há colaboração interestadual com as polícias civis de Goiás e do Distrito Federal. Mais informações sobre ações do Ministério Público podem ser consultadas no site do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro: mprj.mp.br.
As investigações continuam em curso para localizar os foragidos e identificar toda a cadeia de participação do grupo. As diligências buscam também recuperar bens vinculados às fraudes e aprofundar a investigação sobre a participação de agentes públicos no esquema. O andamento do caso seguirá sob responsabilidade das autoridades responsáveis, com medidas para responsabilizar os envolvidos e coibir práticas dos estelionatários de veículos.
Por Correio de Santa Maria, com informações de Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro.








