Terça-feira, 12/05/26

Polícia investiga se há responsabilidade criminal em queda de avião em BH

Polícia investiga se há responsabilidade criminal em queda de avião em BH
Polícia investiga se há responsabilidade criminal em queda de avião – Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu uma investigação para analisar se algum crime foi cometido na queda de um avião que deixou três pessoas mortas e outras duas feridas em 4 de maio em Belo Horizonte.

Apuração busca as causas e circunstâncias do acidente. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, não há um prazo previsto para o término da investigação, classificada como “longa e complexa”.

Testemunhas são ouvidas, imagens são analisadas e documentos foram anexados à investigação. A informação é da delegada que preside o caso, Andréa Pochmann, titular da 1ª DP/Leste.

Investigação ocorre ao mesmo tempo que análise do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o caso. Segundo a delegada, apesar de serem investigações diferentes, elas são correlatas e o relatório do centro será anexado aos autos policiais.

Um avião de pequeno porte bateu contra um prédio residencial segunda-feira (4) no bairro Silveira, região Nordeste da capital. Após a colisão, a aeronhave caiu em uma área próxima e um incêndio foi registrado.

A queda da aeronave deixou três mortos e dois feridos em estado grave. As mortes confirmadas são do piloto Wellington de Oliveira Pereira, 34, do empresário Leonardo Berganholi Martins, 50, e de Fernando Moreira Souto, 36, filho do prefeito de Jequitinhonha.

Dois sobreviventes do voo permanecem internados em hospitais da capital mineira. Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, atua como advogado. O outro ferido é o administrador Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53, que possui especialização em gestão financeira.

Ninguém no edifício se feriu. Alguns dos moradores ficaram isolados, já que a aeronave atingiu uma área de escadas, impossibilitando a saída de algumas pessoas. Vizinhos relataram “choque” com o ocorrido.

A Defesa Civil interditou o prédio de forma preventiva por dois dias. Apesar de não haver dano estrutural aparente em uma análise técnica inicial, a interdição ocorreu por causa do vazamento de combustível e da necessidade de vistoria nos apartamentos.

O avião acidentado estava em situação normal no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro). O modelo Neiva EMB-721C, fabricado em 1979, possuía certificado de verificação de aeronavegabilidade válido até o dia 1º de abril de 2027.

T LB

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