Segunda-feira, 22/06/26

por que o reconhecimento facial falha?

por que o reconhecimento facial falha?
por que o reconhecimento facial falha? – Reprodução

Ele disse que precisou fazer o procedimento duas vezes antes de dar certo. Na primeira, deu um erro; na segunda, foi exibida a notificação de que ele não estava vivo. “Melhorei a luz de onde eu estava e consegui acessar normalmente.”

Jornalista Matheus Alvarenga, 30, precisou refazer o reconhecimento facial do gov.br no seu celular e teve dificuldades Imagem: Arquivo pessoal

O reconhecimento facial serve para elevar a conta gov.br para o nível ouro, dando acesso a serviços mais sensíveis e completos. Durante este processo, é feita uma comparação do rosto captado com as bases do governo, como imagens da CIN (Carteira de Identidade Nacional), ICN (Identificação Civil Nacional), mantida pelo TSE, e da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O processo é solicitado ao fazer o primeiro cadastro ou para realizar procedimentos mais sensíveis, como assinar documentos digitalmente, fazer prova de vida do INSS, recuperar a senha ou login em um novo dispositivo.

“Não identificamos uma pessoa viva na verificação” é uma mensagem que indica verificação “liveness”. Além de checar a imagem com bases do governo, o sistema checa se a pessoa que está realizando o processo está viva para evitar fraudes ou a simples reprodução de uma foto. Por essa razão, exige durante o processo a movimentação do rosto. Em algumas situações, é pedido inclusive que a pessoa pisque ou sorria.

A medida é para evitar que alguém pegue uma foto em uma rede social e se passe por você. Quem explica é um profissional que atua no ramo de tecnologia voltada para reconhecimento facial. “Apesar de evitar fraude, a tecnologia acaba dando muito falso negativo e, eventualmente, exige que a pessoa tente algumas vezes.”


T LB

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