Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (20), impulsionados pelas hostilidades entre Washington e Teerã, apesar de alguns sinais que alimentam a expectativa de negociações entre os dois países.
O preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em setembro, subiu 1,27%, alcançando 89,22 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, avançou 0,90%, fechando a 83,23 dólares.
As trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã continuam, e Teerã afirmou nesta segunda-feira que enfrenta uma “guerra total” contra Washington.
“O Estreito de Ormuz voltou a ser bloqueado (…), enquanto os Estados Unidos continuam impondo um bloqueio aos portos iranianos”, afirmou David Morrison, analista da Trade Nation.
Uma desaceleração do tráfego marítimo nessa região estratégica para o comércio de hidrocarbonetos reduz as exportações de petróleo, pressionando os preços para cima.
Paralelamente, os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, ameaçam ampliar o conflito após anunciarem um bloqueio marítimo à vizinha Arábia Saudita, o que pode prejudicar as exportações sauditas de petróleo.
Se a guerra se prolongar, “as cotações do Brent poderão se manter na faixa dos 90 dólares, ou até subir ainda mais”, estimou Gregory Brew, analista do Eurasia Group.
Os preços do petróleo já acumularam uma alta superior a 16% desde a semana passada.
“A situação pode se tornar preocupante”, avaliou Morrison, já que “muitos países recorreram em grande medida às suas reservas estratégicas nos últimos cinco meses” para mitigar os efeitos da guerra.
O gás natural europeu também continua em alta e, durante a sessão desta segunda-feira, superou os 60 dólares por megawatt-hora, um nível que não era registrado desde o início do conflito no Oriente Médio, em março.








