Domingo, 26/07/26

Prefeitura do Rio interdita depósitos em ação contra ocupação irregular da orla

Prefeitura do Rio interdita depósitos em ação contra ocupação irregular da orla
Prefeitura do Rio interdita depósitos em ação contra ocupação irregular – Reprodução

24/07/2026 09h56

A Prefeitura do Rio de Janeiro interditou nesta quinta-feira (23) dois depósitos ilegais em Copacabana, zona sul da cidade, em uma nova fase da operação batizada de Tolerância Zero, que tem provocado protestos de camelôs.

Segundo a prefeitura, que agiu em parceria com o Governo do Estado, a interdição tem o objetivo de desarticular uma suposta cadeia logística criminosa que abastece o comércio ilegal na zona sul, nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, uma faixa de 8 km de extensão.

Foram apreendidas nove toneladas de equipamentos e 55 quilos de alimentos impróprios para o consumo e em más condições sanitárias. Os depósitos são localizados na avenida Nossa Senhora de Copacabana e na rua Sá Ferreira.

Os dois estabelecimentos não tinham alvarás válidos. De acordo com os fiscais, o material apreendido foi avaliado em R$ 8.800.

Além dos equipamentos e dos alimentos, carrocinhas usadas por ambulantes foram recolhidas. Elas estavam na ladeira Saint Roman.

Os produtos apreendidos foram levados para o depósito público municipal de Bonsucesso, na zona norte, e poderão ser recuperados pelos proprietários mediante apresentação da nota fiscal.

Em nota, a prefeitura afirmou que as ações foram baseadas em relatórios de inteligência da Seop (Secretaria Municipal de Ordem Pública), com informações compartilhadas com a Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) e GSI (Gabinete de Segurança Institucional), órgão do governo estadual.

Há uma semana a prefeitura apreendeu 11 carrocinhas e cinco triciclos usados por vendedores ambulantes considerados irregulares, no primeiro dia de aperto da fiscalização da orla.

No anúncio do programa Tolerância Zero, ocorrido no início do mês, a gestão do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) disse ter identificado que facções criminosas exploram vendedores irregulares, cobrando taxas entre R$ 200 e R$ 300 para o uso do espaço no calçadão das praias.

O MPF (Ministério Público Federal) pediu à Justiça a suspensão do programa e cobrou do poder público um planejamento para a gestão dos espaços na orla da zona sul.

Para o MPF, o combate ao crime organizado e à exploração iliegal do espaço público não autoriza medidas que atinjam indistintamente os trabalhadores que exercem atividade lícita.

T LB

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