As acusações sobre uso de IA foram seguidas por reportagens de que Orelien havia cometido plágio em obras anteriores. O jornal La Presse afirmou que um conto de Orelien, de 2012, havia plagiado trechos de um livro do autor francês Louis Pauwels, enquanto um artigo de opinião de 2013 havia sido copiado do jornal The Philippine Star.
Orelien ainda não se pronunciou sobre essas acusações e não respondeu a um pedido de comentário nesta sexta-feira.
A Academia Goncourt, com sede em Paris, afirmou ter tomado conhecimento das acusações relacionadas ao uso de IA e ao plágio e decidiu retirar o romance de Orelien para preservar a integridade do Prêmio Goncourt e da Academia, cujo papel central é promover e homenagear a literatura escrita por mulheres e homens.
A Academia afirmou que espera que sua decisão demonstre que se opõe totalmente à criação de textos gerados com o auxílio da IA, acrescentando que não fará mais comentários antes de 6 de outubro, quando anunciará sua lista de finalistas.
O romance de estreia do autor nascido no Haiti conta a história de um imigrante haitiano que viaja para o norte pela América Latina antes de chegar ao Canadá. A obra já ganhou diversos prêmios literários e deveria ser traduzida para vários idiomas.








