O presidente do PT em São Paulo, deputado federal Kiko Celeguim, criticou os problemas no transporte público que dificultaram o acesso aos locais de votação neste domingo (25). Segundo ele, pontos de ônibus lotados e redução de frota foram registrados desde a manhã.
O PT acionou a Justiça Eleitoral ainda pela manhã para pedir a regularização do serviço. Com a persistência dos transtornos, o partido decidiu adotar medidas judiciais mais duras.
“A gente tomou a decisão, mais abrupta, de além de pedir a regularização do transporte — que funcionasse 100% —, pedir a prisão do secretário de transporte urbano além da prorrogação do horário das votações”, afirmou Celeguim. Segundo ele, a situação não foi exclusiva de São Paulo, ocorrendo também em outras capitais do país.
O parlamentar classificou a conduta de gestores públicos como “irresponsabilidade”, ao utilizarem a máquina pública de forma partidária em vez de garantir o exercício do voto.
Celeguim disse que garantir transporte gratuito e pleno serve para preservar a democracia, especialmente em um país desigual. “Independentemente de o eleitor ser lulista ou bolsonarista, nós queríamos preservar o ambiente democrático e o direito de ir e vir das pessoas”, ressaltou.
Apesar dos problemas, o presidente do PT-SP demonstrou otimismo com os resultados da votação. Ele citou dados preliminares que apontam avanço do partido em regiões onde o desempenho havia sido inferior no pleito de 2022.
Celeguim ponderou, no entanto, que o impacto real da falta de transporte no resultado final só poderá ser mensurado ao fim da contabilização das abstenções.








