Sexta-feira, 16/10/26

Principal rival de Netanyahu promete pôr fim ao governo do Hamas em Gaza

Principal rival de Netanyahu promete pôr fim ao governo do Hamas em Gaza
Principal rival de Netanyahu promete pôr fim ao governo do – Reprodução

O principal rival de Benjamin Netanyahu nas eleições de 27 de outubro, Gadi Eisenkot, prometeu nesta quinta-feira (15) que o movimento islamista palestino Hamas deixará de governar Gaza em um prazo de 18 meses, caso ele se torne o novo primeiro-ministro.

“Hoje faço uma promessa pública: a partir do momento em que eu assumir o cargo de primeiro-ministro, dentro de 18 meses o Hamas não estará mais no comando da Faixa de Gaza”, disse o líder do partido de centro-direita Yashar (Retidão), em uma coletiva de imprensa perto do território palestino.

O ex-alto comandante militar esclareceu que alcançaria esse objetivo colocando em prática o plano de cessar-fogo de Donald Trump, que inclui o desarmamento gradual do Hamas e uma mudança de comando em Gaza, ou por meio de “operações criativas” do Exército israelense, destinadas a destruir o braço armado do movimento palestino.

Esta eleição acirrada será a primeira desde o ataque de 7 de outubro de 2023, realizado pelo Hamas em Israel, que deixou mais de 1.200 mortos.

A ofensiva militar israelense em represália causou a morte de mais de 74.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob controle do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

O rival político de Netanyahu o acusa regularmente pela “falha estrutural” em Gaza e denuncia que o “Hamas ainda é o soberano”, que está “armado, continua se armando e militarmente ativo” três anos após a guerra.

Eisenkot também anunciou sua intenção de criar uma comissão de investigação para identificar os responsáveis pela falha de segurança que tornou possível o ataque de 7 de outubro, à qual o governo se opõe.

“Há uma maneira de impedir o próximo ataque”, ressaltou Eisenkot à imprensa.

Assim como outros adversários, Eisenkot costuma acusar Netanyahu de ser responsável pelo ataque do Hamas por ter ignorado alertas dos serviços de segurança e dos Emirados Árabes Unidos, segundo informações da imprensa.

Netanyahu nega as acusações e sustenta que os serviços de segurança não o acordaram na manhã da ofensiva.

As pesquisas atuais apontam para uma disputa difícil. Embora a popularidade de Netanyahu esteja em queda em comparação com a de seu rival Eisenkot, nenhum dos dois partidos está em condições de conquistar as 61 cadeiras necessárias para obter maioria parlamentar.

T LB

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