Lendo Fanon, parece que as lutas por libertação dependem sistematicamente da conexão entre um núcleo interno de resistência, apoiado por forças internacionais.
Quando não temos esta ligação local-internacional, a luta anticolonização se torna frequentemente empuxo ao nativismo antidemocrático ou expressão da “democracia imposta por meios não democráticos”, com a guerra ou a invasão.
Quando tentamos ocupar um país, desalojar seu povo, destruir seu estado ou ruir seu governo, como temos assistido no Iraque, Ucrânia, Venezuela, Irã e Cuba, os resultados nos levam de volta ao pior.
Mas também quando as potências externas não tentam ocupar um país, destruir seu estado totalitário, libertar um povo ou derrubar seu governo tirânico, assistimos ao retorno ao pior, cujo exemplo maior é Gaza.
Quando assisti ao jogo do Chelsea contra o Espérance, da Tunísia, pela Copa do Mundo de Clubes, na Filadélfia, torcendo para os tunisianos, em derrota fragorosa, vi se abrir uma imensa faixa de apoio aos palestinos. Em cinco minutos, a faixa foi recolhida pela polícia.
Para manifestarem-se com “segurança”, eles formavam cordões de isolamento no meio dos quais se podia ver alguém acenando a bandeira da Palestina livre.








