Saúde Pública
Celina Leão assume novo mandato com o desafio de reduzir filas de cirurgias e ampliar a capacidade de atendimento em hospitais e UPAs
Reeleita para governar o Distrito Federal pelos próximos quatro anos, a governadora Celina Leão (PP) terá como um dos principais desafios a reorganização da rede pública de saúde. A estrutura enfrenta problemas crônicos, como a superlotação de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além de déficit de profissionais e longas filas para procedimentos cirúrgicos.
O ápice da crise ocorreu no primeiro semestre de 2026, quando uma sequência de mortes em unidades de saúde, investigadas por suspeita de negligência, colocou em xeque a qualidade do atendimento. Na ocasião, a governadora reconheceu o sucateamento da rede e a necessidade de melhorias estruturais.
A superlotação é agravada pela falta de leitos de retaguarda, o que impede a rotatividade nas unidades de pronto atendimento. As UPAs, que deveriam prestar assistência de urgência por um período curto, acabam retendo pacientes por dias, comprometendo o fluxo de atendimento.
Em entrevista após a reeleição, a governadora prometeu priorizar a redução do tempo de espera, defendendo que pacientes não aguardem mais de dois meses por cirurgias, dependendo da gravidade do caso. Entre as medidas anunciadas para o novo mandato estão a entrega de cinco novas UPAs, a modernização da gestão com prontuários digitais unificados e a reestruturação de carreiras para recomposição de equipes. Informações: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
Impacto prático
- Situação atual: Rede pública enfrenta superlotação crônica, déficit de profissionais e alta demanda por cirurgias eletivas.
- O que muda: Governo promete priorizar a redução do tempo de espera, a entrega de novas unidades e a modernização da gestão com prontuários digitais unificados.
- Quem é afetado: Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que dependem da rede hospitalar e de pronto atendimento no Distrito Federal.
- Próximos passos: Execução do plano de governo que prevê a inauguração de novas unidades, além da reestruturação de carreiras e concursos para recomposição de equipes.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








