Terça-feira, 21/07/26

Secretaria de Economia do DF nega retenção de recursos do orçamento para preservar caixa do BRB

Secretaria de Economia do DF nega retenção de recursos do orçamento para preservar caixa do BRB
Secretaria de Economia do DF nega retenção de recursos do – Reprodução

A Secretaria de Economia do Distrito Federal negou nesta terça-feira, 21, que o Governo do Distrito Federal esteja retendo recursos do orçamento em caixa para preservar a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). Segundo a secretaria, foram adotadas medidas com propósito de promover o equilíbrio fiscal e reduzir o déficit das contas públicas do GDF, “sem qualquer relação com a gestão de liquidez ou a situação financeira do BRB”.

A declaração consta em nota enviada à imprensa. Mais cedo, uma reportagem publicada pelo UOL afirmou que o GDF estaria mantendo R$ 9 bilhões do orçamento deste ano depositados no banco – que seriam destinados a despesas e investimentos – como forma de manter o BRB com capital para fazer seu giro diário e, assim, evitar uma intervenção do Banco Central por falta de liquidez.

A secretaria afirma que, em março passado, um déficit projetado de R$ 5,4 bilhões para o exercício de 2026 foi identificado e exigiu a adoção de medidas de contenção e racionalização dos gastos públicos. Por isso, foram publicados decretos de ajuste fiscal voltados ao controle da execução orçamentária e financeira, para corrigir o descumprimento do artigo 167-A da Constituição Federal, emenda. O artigo em questão institui o mecanismo de ajuste fiscal para Estados, Distrito Federal e Municípios.

“O Governo do Distrito Federal implementa um amplo programa de ajuste fiscal com o objetivo de restabelecer o equilíbrio das contas públicas locais”, diz. “As medidas têm como finalidade assegurar a sustentabilidade das contas públicas e encerrar os quatro anos de gestão com equilíbrio e responsabilidade fiscal, conforme preconiza as legislações vigentes.”

Segundo a secretaria, não há atraso de pagamentos, mas uma gestão criteriosa das despesas. “Pagamentos relacionados às áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança pública, transporte público, limpeza urbana e demais serviços essenciais, seguem sendo realizados regularmente. Da mesma forma, as obras públicas em andamento permanecem com seus cronogramas financeiros e de execução preservados”, afirma.

Estadão Contéudo

T LB

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