O vereador Senival Moura pediu afastamento do PT após ser preso em São Paulo, informou em nota o diretório municipal do partido. Ele é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a nota, Senival encaminhou neste sábado (27) o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à própria defesa e de não vincular os últimos acontecimentos à sigla. O parlamentar permanece preso.
A defesa informou ter recebido com “profunda indignação” a notícia da prisão temporária, decretada no âmbito de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público para apurar a infiltração do PCC em uma empresa de ônibus que atua na capital paulista. Em nota, a defesa afirmou que o vereador confia na Justiça e acredita que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte.
Senival foi preso sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC usando a empresa de ônibus Transunião, que presta serviço à cidade de São Paulo. O PT informou ainda que tomou conhecimento dos fatos e acompanhará o desenrolar das investigações.
O partido disse que o caso será encaminhado à Comissão de Ética, que poderá adotar medidas disciplinares, inclusive afastamento cautelar e eventual expulsão do filiado, com garantia de ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Em nota, o diretório municipal afirmou não compactuar com qualquer prática ilícita e disse que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes.
Com informações da Agência Brasil








