Quinta-feira, 21/05/26

Sol Nascente: Vistoria antecede obras de recuperação ambiental

Sol Nascente: Vistoria antecede obras de recuperação ambiental
Sol Nascente recebe vistoria para início de obras de recuperação ambiental – Reprodução

Obras de recuperação ambiental no Sol Nascente

Uma vistoria técnica foi realizada na manhã desta quarta-feira (20) na Quadra 74, Trecho 3 do Sol Nascente, para alinhar os preparativos para o início das obras do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad). A ação, que visa a recuperação ambiental de uma área com forte erosão, contou com a presença de técnicos do governo e da empresa contratada para avaliar o local e ajustar o projeto original, que tem um investimento estimado de R$ 3,9 milhões.

Detalhes do projeto

A reunião de alinhamento e a vistoria contaram com a participação da administradora regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, Michelle Aires, técnicos da Coordenação de Licenciamento e Obras da administração, servidores da Secretaria de Obras (SODF) e representantes da Basevi, empresa contratada para o serviço. O objetivo foi avaliar a situação atual para promover adequações e ajustes no projeto original.

O engenheiro responsável, Lucas Araújo, explicou que, como parte da erosão já foi aterrada com material de outras obras, será construída inicialmente uma via de serviço. Em seguida, será implantado o sistema Terramesh, uma estrutura modular que combina malha de aço e reforço para contenção do solo. O projeto também prevê a recomposição de taludes, a revegetação da área, a implantação de drenos e outras intervenções.

Segundo Araújo, a escolha do método foi estratégica devido ao espaço limitado. “Temos um espaço disponível de cerca de 8 metros até o leito do córrego. Se fôssemos usar métodos tradicionais, precisaríamos de muito mais espaço e talvez tivéssemos que retirar casas”, afirmou. Ele estima que a readequação do projeto levará de 15 a 20 dias, com a obra sendo iniciada em seguida e concluída em cinco ou seis meses.

Contexto da degradação

O secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, explicou que a intervenção é necessária devido a um grave processo erosivo, causado pela ocupação desordenada e pela ausência de uma rede de drenagem adequada. “Sem uma infraestrutura urbana consolidada, o volume de água das chuvas escoava de forma descontrolada, causando danos ao terreno e colocando em risco a segurança da população local”, disse.

Casimiro também pontuou que o cronograma seguiu uma lógica técnica. “Não era possível corrigir esse grave problema sem antes concluir as obras de infraestrutura. A erosão é consequência direta da ausência histórica de drenagem e pavimentação. Agora, com esses sistemas implantados e em funcionamento, podemos finalmente executar a recuperação do terreno de forma adequada e definitiva”, completou.

Expectativa da comunidade

Para a administradora Michelle Aires, a obra gera uma excelente expectativa na comunidade. “Como sempre, gosto de conversar com os moradores das localidades que visitamos, e posso garantir que a opinião geral é a melhor possível. É muito gratificante ver que o nosso trabalho está dando resultados práticos para a população”, declarou.

Lucineide Santos da Silva, moradora da região há 12 anos, comemorou o início das intervenções. “A gente já sonhava com essa melhoria, pois já choramos muito aqui. Foi muita luta. No passado, falaram até em tirar a gente daqui, porque tinha risco de as nossas casas desabarem. Então, essa obra é uma bênção”, celebrou.

T LB

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