O choque de energia não deve descarrilar a expansão econômica da Ásia-Pacífico, porque investimentos ligados à inteligência artificial (IA) seguem impulsionando exportações de tecnologia na região, segundo economistas da S&P Global Ratings.
A projeção-base da S&P é de que o Produto Interno Bruto (PIB) regional cresça 4,6% em 2026, 0,2 ponto porcentual acima do que a agência estimava há um trimestre. Para 2027, a S&P prevê avanço de 4,4%.
A S&P avalia que as exportações têm sido um dos principais motores da resiliência observada neste ano, sobretudo em economias com forte peso de tecnologia, como a Coreia do Sul. Ainda assim, a agência destaca que a demanda doméstica também se manteve firme.
O crescimento do consumo foi especialmente forte em Índia, Indonésia, Malásia e Taiwan, enquanto o impulso de investimento se destacou em países como Austrália, Singapura e Tailândia.
Mesmo com o preço médio do petróleo importado acima de US$ 100 por barril até julho – elevando custos de insumos e comprimindo margens -, políticas adotadas para amortecer o impacto ajudaram a proteger a demanda interna, segundo o relatório. A agência acrescenta que, de modo geral, as políticas macroeconômicas na região continuam acomodatícias.
Os economistas, porém, alertam que a perspectiva positiva não elimina desafios. “Os preços de energia provavelmente permanecerão altos nos próximos meses e o aperto monetário nos EUA será um obstáculo”, afirmaram.
A S&P também vê risco de enfraquecimento do investimento e gasto de capital (capex) em IA, já que uma parcela relevante do aporte inicial foi feita por um grupo relativamente pequeno de empresas – em especial grandes provedoras americanas de nuvem -, o que aumenta o risco de concentração se esses planos mudarem. Além disso, com juros em alta, a contribuição da demanda doméstica tende a perder força. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.








