“Um anúncio sobre o TPS de El Salvador será feito no momento oportuno. Até que este anúncio seja feito, as pessoas salvadorenhas presentes nos Estados Unidos sob o TPS mantêm sua proteção, incluindo a autorização para trabalhar”, diz uma mensagem postada na página do USCIS.
O TPS protege da expulsão dos Estados Unidos pessoas que não podem retornar a seus países por causa de guerras, desastres naturais ou outras circunstâncias extraordinárias.
Desde que o presidente americano, Donald Trump, voltou à Casa Branca, em 2025, sua administração revogou o TPS para migrantes de mais de uma dúzia de países, entre eles Venezuela, Nicarágua, Honduras e Somália.
Em junho, a Suprema Corte ratificou o direito do governo a encerrar o TPS no caso do Haiti, o que na prática significa uma luz verde para a dura política do governo de Donald Trump, que se vangloria de ter reduzido radicalmente a admissão de refugiados.
No caso de El Salvador, o TPS foi prolongado por 18 meses em 10 de março de 2025, e o prazo vencia em 9 de setembro.
Essa data foi mantida no site do organismo migratório americano, mas fontes oficiais do governo confirmaram a veículos de imprensa americanos, sob condição do anonimato, que por enquanto o status quo se mantém.
Cerca de 170.000 salvadorenhos se beneficiam do TPS atualmente.
O presidente salvadorenho, o conservador Nayib Bukele, é um dos principais aliados de Donald Trump na América Latina e o TPS é um dos pontos mais importantes da relação bilateral.
El Salvador foi um dos primeiros países a aceitar a chegada de aviões com migrantes irregulares expulsos dos Estados Unidos, uma das ferramentas de Trump para reduzir a imigração ilegal.








