Disputas internas, acusações e questionamentos sobre o caso Master ampliam a pressão sobre Alexandre de Moraes e colocam em debate a confiança dos brasileiros na mais alta instituição do Judiciário.
Para seus críticos, a defesa de Alexandre de Moraes e a disputa pelo controle das decisões no caso Master podem representar um dos maiores testes para a credibilidade da Justiça brasileira.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), declarou que não pretende recuar diante da crise provocada pelas revelações envolvendo suas trocas de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Para seus críticos, Moraes demonstra agir como se fosse intocável, sustentado pela convicção de que dificilmente será responsabilizado pelos próprios atos. Nos bastidores, a avaliação é de que ele está disposto a levar o confronto ao plenário e tentar impor uma derrota ao ministro André Mendonça, relator do chamado caso Master.
O grupo próximo a Alexandre de Moraes insiste na tese de que Mendonça estaria agindo de forma ilegal na condução das investigações relacionadas ao caso. A estratégia, segundo essa visão, seria desqualificar os atos praticados pelo relator e transformar o debate jurídico em mais uma disputa interna dentro da Suprema Corte.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também defende a nulidade de atos atribuídos a Mendonça, sob o argumento de que “ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”. Das duas uma: Ou Gonet não sabe o que diz, diz o que não sabe e o que sabe diz fora de tempo, ou a sua vontade pela nulidade do processo é para tirar o seu filho do foco, uma vez, que o mesmo também foi beneficiado pelas “bondades” de Vorcaro chegando inclusive a declarar que estava com saudades do banqueiro.
Mas essa posição levanta questionamentos e provoca críticas. Para os adversários de Gonet, suas declarações chegam tarde e parecem convenientes diante das circunstâncias que envolvem o caso. Há quem questione, inclusive, se a defesa da nulidade não teria como consequência proteger interesses de pessoas próximas a autoridades que, segundo as denúncias e informações divulgadas, teriam sido beneficiadas por relações com Daniel Vorcaro.
Diante de tantas interpretações e disputas, resta uma pergunta fundamental: o que dizem, de fato, a Constituição Federal e o Regimento Interno do STF? É nesse terreno que deveria se concentrar o debate, com transparência, respeito ao devido processo legal e igualdade na aplicação das regras.
Leiam abaixo:

Enquanto parcela expressiva da população, parlamentares, juristas e outras autoridades defendem que o país precisa discutir seriamente a permanência de Alexandre de Moraes no Supremo — inclusive por meio de instrumentos previstos na Constituição —, seus aliados e defensores dentro e fora da Corte parecem dispostos a protegê-lo a qualquer custo. Para seus críticos, essa postura aprofunda a crise de credibilidade que hoje atinge uma das mais importantes instituições da República
https://www.facebook.com/reel/1052281967415178
.Caso prevaleçam manobras políticas ou decisões que sejam interpretadas pela sociedade como uma tentativa de blindagem, e André Mendonça venha a sofrer uma derrota construída sob essas circunstâncias, o STF poderá enfrentar um dos momentos mais graves de sua história recente. A instituição continuará existindo, evidentemente, mas poderá perder algo que nenhum tribunal consegue recuperar facilmente: o respeito e a confiança da população.
Uma Corte marcada por suspeitas, conflitos internos e acusações envolvendo seus próprios integrantes dificilmente conseguirá manter intacta a autoridade moral necessária para julgar e condenar cidadãos. Afinal, quem exige respeito à lei também precisa demonstrar respeito absoluto aos princípios que pretende aplicar aos outros.
Quando uma instituição responsável por cobrar moralidade, legalidade e justiça passa a ser constantemente associada, por seus próprios críticos, à falta de transparência e a comportamentos moralmente questionáveis, instala-se um paradoxo perigoso. É como alguém que perdeu a autoridade moral tentar ensinar ética aos demais, comparando melhor; é como se a dona de um PROSTÍBULO, tentasse dar lição de MORALIDADE às suas PROSTITUTAS: as palavras podem continuar sendo pronunciadas, mas sua força já não é a mesma.
VIDEO PERDEU MANÉ

E, falando em desordem, nem mesmo Bete Cuscuz — personagem conhecida, segundo a memória popular, por sua firmeza e experiência em administrar ambientes turbulentos dentre estes: CABARÉS — teria tarefa fácil para colocar ordem na atual confusão política e institucional que cerca o STF. O cenário, para muitos brasileiros, já ultrapassou os limites da tolerância e exige respostas sérias, claras e, acima de tudo, compatíveis com a dignidade que se espera desse … OPS: da Suprema Corte.
Opinião de Vital Furtado, para o Correio de Santa Maria.








