Sexta-feira, 03/07/26

Suspeita de matar idosos vendeu itens roubados das vítimas por R$ 3 mil

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Suspeita de matar idosos vendeu itens roubados das vítimas por – Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

A diarista de 30 anos, suspeita de matar um casal de idosos com 24 facadas, vendeu por cerca de R$ 3 mil os objetos levados das vítimas. O crime ocorreu no apartamento do casal, em um prédio de luxo de Belo Horizonte. Paola Stefany Neto Cirino foi presa na madrugada desta quinta-feira (2).

Suspeita teria confessado o crime. Paola Stefany Neto Cirino admitiu ter matado o casal e afirmou que vendeu por cerca de R$ 3 mil objetos levados do apartamento, como relógios, bolsa e celulares, segundo a Polícia Civil. Os agentes teriam encontrado com ela o valor de R$ 18 mil.

“A gente pode estimar em R$ 200 mil, mas esses valores na revenda no mercado paralelo que compra isso é fantasioso, ela inclusive confessou que vendeu tudo por R$ 3.300. Não acho que deve ser mentira porque realmente na rua o que vale é o momento, a rapidez”, disse Gustavo Barletta, delegado.

Polícia mantém investigação. Ao UOL, a Polícia Civil informou apenas que o caso segue em apuração, com a realização de depoimentos. A principal linha de investigação é de latrocínio, crime de roubo seguido de morte.

Câmeras registraram entrada e saída da suspeita. Imagens do circuito de segurança mostram que a diarista entrou no condomínio por volta das 7h e deixou o prédio às 15h30. Segundo a investigação, ela saiu usando roupas diferentes das que vestia ao chegar e carregava uma sacola que seria de uma das vítimas.

Suspeita não tinha antecedentes criminais. De acordo com a investigação, Paola não possuía registros criminais. Familiares relataram à polícia que ela enfrentava um quadro de depressão e havia contraído uma dívida com um agiota.

“Até então ela não tinha nenhuma passagem criminal. O que a gente tem de informação, e histórico dela, é que ela estaria devendo a pessoas. A gente não sabe a que pretexto foi essa dívida. A própria família informa que teria levantado R$ 40 mil para pagar um agiota”, disse a Polícia Civil durante coletiva de imprensa.

“Ela teria quadro de depressão e seria uma pessoa emocionalmente instável”, disse a Polícia Civil.

Casal foi morto a facadas dentro de apartamento. A perícia apontou que o advogado foi atingido por 17 facadas, e a esposa dele com sete golpes. Os dois foram encontrados mortos no imóvel onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

Investigação apura possível latrocínio. A perícia não encontrou sinais de arrombamento no apartamento, mas identificou uma gaveta revirada onde eram guardadas semijoias. Familiares também relataram o desaparecimento de objetos, como celulares e uma bolsa de grife.

Para vocês terem uma ideia da cena que a equipe teve no local, a cena foi grotesca, muito sangue casa afora. Foi de extrema barbárie e violência a forma como esses idosos foram acionados. Só para vocês terem uma ideia, a senhora tinha sete facadas no corpo e o homem, 17. Isso por si só já denota quão intencionada esta autora estava em ceifar a vida dos idosos. Polícia Civil em coletiva de imprensa
Filho encontrou os pais mortos. O casal foi localizado após o filho estranhar a falta de contato desde a manhã de segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, Maria Clotilde estava caída na sala, enquanto Cláudio foi encontrado sobre a cama de um dos quartos.

Polícia encontrou roupa com manchas de sangue. A peça foi localizada em uma caçamba de lixo e, segundo os investigadores, pode ter sido descartada pela suspeita durante a fuga. O material será submetido à perícia.

QUEM ERAM AS VÍTIMAS

Advogado atuava em Belo Horizonte. Cláudio Atala Inácio fundou, em 1995, o escritório Atala Inácio & Advogados Associados. Era formado e pós-graduado em Direito Empresarial pela PUC Minas.

OAB-MG lamentou a morte. A seccional mineira informou que acompanhará as investigações e anunciou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação no processo criminal, caso haja denúncia.

Empresária teve loja de decoração. Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio era empresária e foi proprietária de uma loja de presentes e artigos de decoração no bairro São Pedro. A Polícia Civil ainda investiga a motivação e a dinâmica do crime.


T LB

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