Quinta-feira, 14/05/26

Técnicos de enfermagem são investigados por mortes em hospital

Técnicos de enfermagem são investigados por mortes em hospital
Técnicos de enfermagem são investigados por mortes em hospital – Reprodução

Comissão de óbito identifica ação de técnicos em hospital

A investigação sobre a morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, começou após a análise de uma comissão de óbito da instituição. O grupo identificou possíveis homicídios e comunicou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na véspera do Natal. A palavra-chave principal é investigação.

Análise da PCDF

O hospital informou que a comissão de óbito identificou situações atípicas relacionadas às três mortes na UTI. Duas ocorreram em 19 de novembro de 2025 e uma em 1º de dezembro do mesmo ano. O Jornal de Brasília revelou o caso com exclusividade.

A análise das imagens do circuito interno de segurança revelou comportamento fora do padrão por parte de três técnicos de enfermagem nos dias das mortes. A terceira ocorrência, em 1º de dezembro, reforçou as suspeitas, levando o hospital a acionar as autoridades.

A PCDF iniciou a investigação, montando uma força-tarefa com policiais da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), peritos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. Um dos investigados ainda atuava na UTI de um hospital infantil.

Como suspeitos agiram

As apurações indicaram que as substâncias aplicadas nos pacientes tinham potencial para causar a morte. O IML confirmou que os produtos poderiam provocar parada cardíaca em poucos minutos.

Um dos técnicos de enfermagem teria se aproveitado do sistema do hospital para prescrever um medicamento sem autorização. Ele teria preparado a substância, colocado em uma seringa e aplicado nos pacientes (duas vítimas em 19 de novembro e uma em 1º de dezembro).

Outras duas técnicas de enfermagem também estavam no local. Uma delas teria auxiliado na retirada do medicamento na farmácia e ambas estariam presentes durante a administração das substâncias. Em um dos casos, o técnico teria utilizado um desinfetante na veia de uma das pacientes.

A Justiça expediu mandados de prisão temporária contra os três investigados, além de mandados de busca e apreensão. As prisões foram cumpridas nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Quem são as vítimas

As vítimas são uma professora aposentada, de 75 anos; um servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), de 63 anos; e um jovem de 33 anos, que deixou esposa e uma filha de 5 anos. A PCDF investiga se há outros casos semelhantes.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *