A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou a capacidade de fornecer diagnósticos sobre doenças autoimunes e hematológicas, como lúpus, esclerose sistêmica, mieloma múltiplo e anemia falciforme. Com equipamentos e técnicas consideradas padrão ouro, a Central de Exames Especializados, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), já realizou mais de 7,2 mil análises desde o início das atividades, em outubro de 2025.
Avanço no diagnóstico de doenças autoimunes
O resultado é a melhoria no atendimento. “É um grande avanço para a parte assistencial, principalmente por conta do diagnóstico precoce”, explica a gerente de Assistência Clínica do HRT, Déborah Alves. “A principal mudança prática é orientar os tratamentos oferecidos, já que as análises permitem a confirmação precisa do quadro do paciente”.
Exames de média e alta complexidade
Essa precisão só é possível por meio de exames de média e alta complexidade, como o painel de autoimunidade, que inclui diversos testes. A partir dessas verificações, a central especializada é capaz de identificar doenças que antes podiam ficar com diagnóstico não conclusivo. Os testes incluem:
- Pesquisa de Anticorpos Anticélula (FAN)
- Anti-dsDNA
- Anti-SS-A (RO)
- Anti-SS-B (LA)
- Anti-RNP
- Anti-Sm
- Anti-Scl-70
- Anti-Jo-1
Também há análises específicas para o sangue, como o eletroforese de hemoglobina e proteínas.
Estrutura para todo o DF
Apesar de estar localizada no HRT, a Central de Exames Especializados avalia em até sete dias exames vindos de unidades de todo o DF. Para isso, conta com uma equipe de quatro servidores — um biomédico, um técnico de laboratório e dois farmacêuticos bioquímicos — para processar as coletas em equipamentos de última geração, incluindo microscópio automatizado.
“Esse serviço precisa ser feito por pessoas qualificadas, e recebemos aqui as máquinas mais modernas da atualidade”, detalha o biomédico Kléber Oliveira. “Nossa capacidade atual está acima da demanda.” As 7,2 mil análises feitas até o momento ainda estão longe da capacidade total: só em um plantão de 12 horas é possível processar até três mil análises. A expectativa é, no futuro, expandir a carteira de exames.
*Com informações da Secretaria de Saúde








