“É muito diferente alguém pegar o celular, fazer tudo rapidamente e devolver pronto, ou ensinar devagar, deixando a própria pessoa repetir o caminho”, diz Mafra.
Ozzetti recomenda evitar termos técnicos, verificar se a explicação foi compreendida e, quando necessário, deixar instruções por escrito. A falta de tempo e de paciência de quem ensina, segundo ela, está entre as dificuldades relatadas pelas pessoas idosas.
O apoio também deve preservar senhas, privacidade e escolhas. Mafra observa que algumas famílias proíbem o uso de aplicativos bancários por medo de golpes, sem antes tentar ensinar formas mais seguras de acesso. Quando a ajuda se torna uma substituição permanente, pode restringir a autonomia.
Aparelhos não substituem uma rede de apoio
Dispositivos com alertas de queda podem ajudar a pedir socorro quando a pessoa está longe do telefone. Ozzetti ressalta, porém, que o equipamento não elimina a necessidade de prevenir acidentes em casa, com atenção à iluminação, aos pisos, aos tapetes e aos locais que precisam de apoio.
Mafra, que não acompanha usuários habituais desses dispositivos, também pondera que eles não são garantia de segurança. Seu funcionamento depende de bateria, conexão e de alguém capaz de responder ao alerta. Ozzetti lembra ainda que a pessoa pode esquecer de usar o equipamento.








