Com o aumento de casos de gripe, tosse, febre e dor de garganta, a procura por atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal tem crescido. Para reduzir o tempo de espera, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ampliou o uso de teleconsultas para pacientes com quadros leves.
Pacientes sem sinais de urgência, classificados com pulseira verde, podem ser atendidos por vídeo dentro da própria UPA, com suporte da equipe de enfermagem. Essa medida permite que profissionais presenciais foquem em casos graves. Todas as 13 UPAs do DF oferecem o serviço, e quatro delas — Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião — incluem atendimento pediátrico por videoconferência.
Implantado em maio de 2025, o serviço já registra 21.467 teleconsultas até o início deste mês, sendo 364 delas pediátricas, iniciadas no final de janeiro deste ano. O modelo é resolutivo: foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 de exames de imagem. Apenas 12,1% dos atendimentos foram convertidos para consultas presenciais, quando necessário exame físico.
“Com a teleconsulta, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial”, afirma o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves.
As UPAs com maior volume de teleconsultas são Gama (4.877 atendimentos), Ceilândia II (4.724) e Vicente Pires (4.322). Os principais motivos de procura incluem síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre, comuns em períodos de mudança de clima.
As UPAs funcionam 24 horas por dia, atendendo urgências e emergências de média complexidade por meio de classificação de risco, priorizando pela gravidade e não pela ordem de chegada. A teleconsulta contribui para reduzir o tempo de espera e tornar o atendimento mais eficiente para a população.








